ALBERTO SANTOS-DUMONT o MG 20/07/1873 + SP 23/07/1932
CRONOLOGIA
A FAMÍLIA - HENRIQUE DUMONT
Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro -ourives- induziu o genro François a vir para o Brasil a procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria. No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se Henrique. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, tendo se formado engenheiro. Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto
Henrique Dumont
Henrique Dumont
FRANCISCA SANTOS Vivia na região de Ouro Preto o senhor Joaquim Santos, casado com Dona Emerenciana. O casal teve um filho que tornou-se o Comendador Francisco da Paula Santos que casou-se com Dona Rosalina. Entre os filhos tiveram um filha chamada Francisca.
Francisca Santos
Francisca Santos
CASAMENTO
Henrique Dumont e Francisca Santos casaram-se à 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. Em 1872 Seu Henrique assumiu a empreitada da construção do trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil na subida da Serra da Mantiqueira, tendo instalado seu canteiro de obras na localidade de Cabangu, próximo a cidade de Palmira, hoje Santos Dumont.
NASCIMENTO
Foi no Sítio de Cabangu, MG, que, em vinte de julho de 1873, dia em que seu Henrique completava 41 anos, nasceu seu sexto filho, o futuro grande ALBERTO, aquele que viria a ser o verdadeiro Pai da Aviação.
Sitio de Cabangu
Sitio de Cabangu
BATIZADO
Ao completar a empreitada da construção da estrada de ferro, o sr. Henrique Dumont mudou-se para a localidade de Casal, Valença (atualmente município de Rio das Flores) com a família, onde passou a dedicar-se ao cultivo de café. Foi ali na Paróquia de Santa Tereza que Alberto foi batizado em 20 de fevereiro de 1877.
Igreja de Santa Tereza
Igreja de Santa Tereza
A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Procurando terras rochas mais próprias para plantação de café, o Sr. Henrique Dumont acabou adquirindo a Fazenda Arindeuva a vinte quilômetros de Ribeirão Preto. A fazenda de Henrique Dumont progrediu muito, tornando-se a mais moderna da América do Sul, com 5 milhões de pés de café, 96 quilômetros de ferrovias, sete locomotivas e, ele, passou a ser conhecido como "O Rei do Café". Ali Albertinho passou a sua infância, desenvolvendo as aspirações de que o homem não poderia mais ficar preso ao solo. Em suas divagações observava as nuvens suspensas no espaço, as aves deslizarem no ar e fazia experiências com pequenos balões nas festas juninas. Construia pipas exóticas e chegou a montar pequenas aeronaves movidas a elástico e hélice. As suas leituras prediletas eram os livros: Vinte Mil Léguas Submarinas, Cinco Semanas Num Balão, Da Terra à Lua de Júlio Verne, etc.
Sede da Fazenda Arindeuva
Sede da Fazenda Arindeuva
Aos sete anos dirigia os locomóveis da fazenda e aos doze seu pai autorizou-o à dirigir a locomotivas Baldwin. Na mecânica, consertava a máquina de costura de sua mãe e acabou fazendo manutenção dos separadores de café da fazenda. Seus estudos iniciaram com as primeiras letras ensinadas por sua irmã Virginia. Estudou ainda nos colégios Culto a Ciência em Campinas, Kopke e Morton em São Paulo e na Escola de Ouro Preto. Em 1888 viu pela primeira vez um balão cativo (preso ao chão) em uma feira em São Paulo. Em 1890 seu pai, em um acidente de charrete, luxou a cabeça tornando-se hemiplégico, sendo obrigado a vender a fazenda.
RUMO A PARIS
Enquanto tentava tratamento para sua enfermidade o Sr. Henrique levou o jovem Alberto pela primeira vez a Paris. Ali, o jovem viu um motor a petróleo funcionando o que lhe despertou profundo interesse. Em 1892, seu pai o emancipou, dando-lhe liberdade e títulos para que ele se mantivesse pelo resto da vida, e orientou-o a ir a Paris desenvolver seu potencial, estudando matemática, física, eletricidade e mecânica, pois o futuro da humanidade estaria na mecânica. Em 1892 fixou-se em Paris. Desejou andar de balão, porém sua vontade foi frustrada pelos altos preços pedidos pelos balonistas e acabou se dedicando ao automóvel, tornando-se o primeiro personagem a introduzir no Brasil um automóvel a petróleo. Em uma de suas visitas ao Rio de Janeiro encontrou em uma livraria um livro sobre o construtor de balões Sr. Lachambre. Ao chegar a Paris, procurou as oficinas do Sr. Lachambre e se surpreendeu com os preços accessíveis pedidos por ele. Já no dia seguinte subia aos céus em um balão dirigido pelo mecânico Machuron. Era o dia 23 março de 1898.
REALIZAÇÕES AERONÁUTICAS O BALÃO BRASIL
Após as primeiras ascenções passou a prestar serviços de pilotar balões para aquele construtor afim de se habituar a arte e assim projetar o seu próprio balão. Os construtores relutaram com sua primeira encomenda devido a sua pequenês. Ele ajustou seu projeto a algumas das contestações dos construtores mas insistiu em usar seda japonesa, mais leve e resistente. E assim subia ao céu em 4 de julho de 1898, o menor balão da época, o Balão Brasil. Os parienses, devido as pequenas dimensões do engenho, quando Messier Dumont passava, diziam que ele levava o balão na maleta.
Balão Brasil
Balão Brasil
SANTOS DUMONT NÚMERO UM
Parte então para a construção de um dirigível. Quando ele cogitou de colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio: duas opiniões levaram ele a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iriar romper os cabos de sustentação. Ele cuidadosamente pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação afastando o motor do envólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás. Na primeria tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção. Para espanto da assistência pela, primeira vez na história da humanidade um balão evolui no espaço propulcionado por um motor a petróleo. Apos este evento, aperfeiçoou, sua criação nos drigiveis 2 e 3.
Santos Dumont Numero Um
Santos Dumont Numero Um
PRÊMIO DEUTSCH
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Muerthe, no dia 24 de marcode1900 a oferecer um prêmio de cem mil francos a quem saindo de Saint Cloud e sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos. A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4, tentou por duas vezes vencer o prêmio com o número cinco. A 19 de outubro de 1901 finalmente vence o Preêmio Deutsch. Com este dirigível evolui sobre a Baia de Mônaco algumas vezes.
Santos Dumont Número 6 contornando a Torre Eifell
Santos Dumont Número 6 contornando a Torre Eifell
SANTOS DUMONT NÚMERO NOVE
Construiu o Número sete para participar de corridas de dirigíveis. Pulou o número oito por superstição. Em 1903 constrói o Santos Dumont Número Nove para passear em Paris tornando-se o mais popular, pois com ele visitava amigos em seus castelos, descia para tomar chá nos principais restaurantes, participou do desfile das comemorações da "Queda da Bastilha" em 14 de julho de 1903, fez ascenções noturnas, levou como passageiro o menino Clarkson Potter e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse um seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta.
Santos Dumont Número Nove
Santos Dumont Número Nove
SANTOS DUMONT 14bis
Construiu o onibus aéreo número dez para 12 passageiros. Iniciou a construção de uma aeronave bimotora de asa, a número onze. Tentou um helicóptero com dois rotores, o número doze. Construiu uma um dirigível com envólucro dividido entre uma seção de gás de iluminação e uma de ar quente, o número treze. Fez um outro dirigível o de número catorze. Em julho de 1906 Santos Dumont faz experiências com num novo veículo pendurado no número catorze. O aparelho era mais pesado que o ar e passou a se chamar 14bis. Em 18 de julho, inscreve-se para disputar a Taça Ernesto Archdeacon para um vôo mínimo de 25 metros e para disputar o Prêmio Aeroclub de França de 1500 francos para vôo de 100 metros, ambos com aeronave mais pesada que o ar. Após varias experiências convoca a Comissão do Aeroclube e a 23 de outubro de 1906 em Bagatelle, faz um vôo de cerca de 50 metros conquistando a Taça Archdeacon, sendo considerado a primeira vez que uma aeronave desliza e decola utilizando apenas suas próprias forças. Em seguida, em 12 de novembro de 1906, faz um vôo de 220 metros estabelecendo o primeiro Recorde de distância, ganhando o Prêmio Aeroclube.
O 14bis vencendo a Taça Archdeacon
O 14bis vencendo a Taça Archdeacon
Após ainda fez o número quinze, aeroplano com asa de madeira, o número 16, mixto de dirigível e avião, o número 17 seria cópia do número 15, o número 18, um deslizador aquático e termina com os populares "Demoiselle"s, com a série 19, 20, 21 e 22. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem e a 18 de setembro de 1909 realiza seu último vôo em uma de suas aeronaves com um vôo razante em cima da multidão sem segurar nos comandos. Com as mãos abertas ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.
Demoiselle
Demoiselle
A partir de 1918, passou a residir no Chalé de estilo europeu que construiu no Morro do Encanto em Petrópolis: A ENCANTADA. Nessa casa podemos ver o chuveiro de agua quente idealizado por ele e uma escada na qual sòmente se pode iniciar a subida com o pé direito. É o seu recanto mais visitado.
Fonte: www.aeronews.com.br
Alberto Santos Dumont
O projeto do 14-Bis, em cópia de documento do Museu da Aeronáutica, da Fundação Santos Dumont.
Sepultura de Santos Dumont, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, em foto feita por Emanuel Rodrigues, historiador e pesquisador, principalmente sobre a vida de Santos Dumont, que está na direita da imagem.
Esse monumento, conta Emanuel , é "O Ícaro de Saint Cloud", inaugurado na França em homenagem a San
tos Dumont, em 19 de outubro de 1913, com a inscrição: "A Monument Été Élevé Par L'Aéreo Club de France, Pour Commémorer Les Expériences de Santos Dumont, Pionnier De La Locomotion Aérieme. Cabangú, MG, 20.07.1873, Guarujá, SP, 23.07.1932.
Alberto Santos Dumont
O projeto do 14-Bis, em cópia de documento do Museu da Aeronáutica, da Fundação Santos Dumont
Alberto Santos Dumont
Sepultura de Santos Dumont, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, em foto feita por Emanuel Rodrigues, historiador e pesquisador, principalmente sobre a vida de Santos Dumont, que está na direita da imagem.
Esse monumento, conta Emanuel , é "O Ícaro de Saint Cloud", inaugurado na França em homenagem a Santos Dumont, em 19 de outubro de 1913, com a inscrição: "A Monument Été Élevé Par L'Aéreo Club de France, Pour Commémorer Les Expériences de Santos Dumont, Pionnier De La Locomotion Aérieme. Cabangú, MG, 20.07.1873, Guarujá, SP, 23.07.1932.
Alberto Santos Dumont
Matéria publicada na Revista "Asas", nº 15, de outubro/novembro de 2003, sobre a proposta do pesquisador e historiador Emanuel Rodrigues, de inaugurar em 2006, ano do centenário do vôo do 14-Bis, um conjunto de monumentos em honra à Santos Dumont, em uma praça de Sorocaba. A matéria comenta também a ligação de Santos Dumont com Sorocaba, na época em que fez e registrou o seu testamento, setembro de 1930, pouco mais de um ano antes de sua morte, em Guarujá. O Projeto, concebido por Emmanoel Rodrigues, teve a criação do artista plástico Marco Antônio Cavallari. Ambos estão trabalhando junto à empresários, para conseguir os meios de realizar a obra.
O monumento deverá ter três partes distintas: a figura do Ícaro, representando o desejo de voar, o Balão Brasil, lembrando os primeiros vôos de Santos Dumont, e o 14-Bis, que concretizou a invenção do avião.
Alberto Santos Dumont
"Há exatos 70 anos Alberto Santos Dumont viajou de São Paulo até Sorocaba para registrar em testamento as últimas disposições de sua vontade."
Esse texto abre matéria de capa (mostrada na imagem) do caderno "Mais Cruzeiro", publicação do Jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba, do dia 16 se setembro de 2001, assinada por José Antônio Rosa, relatando que o pesquisador Emanuel Rodrigues (na foto menor da imagem anterior) vem trabalhando junto à editoras e outros meios, a fim de reparar a injustiça que está sendo cometida pelos historiadores dos feitos de Santos Dumont, ao ignorarem a citação dos vínculos do inventor com Sorocaba, a exceção de José Aleixo Irmão e Ari Matheus, escritores sorocabanos que relatam fielmente esse fato.
Fonte: snookeclube.com.br
Os Primeiros Passos
"O Homem pode voar..."
Santos Dumont falava essa frase quando brincava com seus amigos em sua infância.
Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de Julho de 1873, na Fazenda Cabangu, Estação de Rocha Dias, Distrito de João Ayres, Minas Gerais), onde seu pai, um engenheiro, se instalara com o objetivo de construir um trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje conhecida como Central do Brasil. Desde cedo, Santo-Dumont demonstrou uma grande disposição para a conquista do ar. Suas leituras prediletas, escritas por Julio Verne, o deixavam submerso num mundo de imaginação sem limites.
Em dez anos de proveitoso trabalho, o pai de Santos-Dumont, o engenheiro Henrique transformou-se num proprietário agrícola dos mais conceituados, tornando-se na época um "Barão do Café".
Por ter ido morar, com a família de Santos Dumont, na Europa, em 1891, com a finalidade de tratar-se de uma hemiplegia (paralisação de um dos lados do corpo), que ocorrera devido a um acidente com uma charrete em sua própria fazenda, Henrique Dumont viu que Paris seria o local ideal pra seu filho Alberto seguir seus estudos. Ele percebeu que a grande curiosidade pelos assuntos relacionados com a mecânica, aliada a viva inteligência de Alberto, eram fatores que influenciavam a permanência do filho na então "Capital do Mundo", Paris.
Assim, na outra viagem realizada ao continente Europeu em 1892, Santos-Dumont, então com mais de 18 anos, passou a residir na capital da França, em companhia de outros parentes.
Foi o Sr. Garcia, seu primeiro professor, um hábil francês de origem espanhola, que lhe ensinou as primeiras noções de Física, Química, Eletricidade e, como não podia faltar, a Mecânica. Dedicou-se primeiramente ao automobilismo em decorrência ao seu profundo interesse pela Mecânica; posteriormente, ainda influenciado pelas leituras de Julio Verne, pelo progresso da aerostação na França, e pelo seu indisfaçável desejo de voar, acabou-se por se entregar aos vôos de balões livres.
A alegria e a emoção pelas quais ficou possuído ao subir ao céu pela primeira vez - a bordo de um balão - estão visivelmente presentes na narração que Santos-Dumont fez no seu livro "Os Meus balões", com referência a esse acontecimento marcante na sua vida.
Empregando seus dias, horas e minutos naquilo que passou a ser o único objetivo de sua vida - A Conquista do Ar - Santos-Dumont, possuídor de uma tenacidade ilimitada, surpreendeu o mundo aeronáutico com o balão dirigível, impulsionado por um motor a gasolina.
Os motores a eletricidade e a vapor eram os motores mais conhecidos e empregados em balões-dirigíveis, contudo não ofereciam resultados práticos: a Santos-Dumont coube, no entanto, a primazia de aplicar o motor a gasolina no aparelho mais leve que o ar. Sua idade era de somente 25 anos.
De 1898 a 1909 ele planejou, construiu e experimentou mais de duas dezenas de invenções, entre balões-livres, balões-dirigíveis, e aviões (biplanos e monoplanos)
A Infância - O despertar de uma vocação
A vida de Santos-Dumont foi, toda ela, dedicada a conquista do ar. Pode-se mesmo dizer que, na infância, quando residia no interior brasileiro, a sua imaginação era despertada pela ascensão dos pequenos balões de papel que os meninos soltavam nas noites de São João, na alegria de uma das festas mais populares do Brasil.
Já rapaz, quando o conhecimento e as primeiras luzes do saber lhe despertaram a inteligência, sua imaginação foi conquistada definitivamente pelas predições de um dos mais férteis escritores do século XIX: o famoso Julio Verne. O imaginoso escritor, criador de mundos, em que a inteligência infantil circulava com desembaraço e prazer, tomou de assalto as primeiras manifestações de seu espírito inventivo. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que Julio Verne previu com tanta felicidade, envolveram o seu cérebro de jovem, despertando-lhe, do fundo do subconsciente, a faculdade que já se acentuava instintivamente para o domínio e manejo da mecânica. E não era sem razão que o jovem Alberto dirigia as locomotivas Baldwin que o engenheiro Henrique Santos Dumont encomendara na Europa para o trabalho da companhia de estrada de ferro em que exercia a sua atividade e, nas fazendas de Café que, posteriormente, seu pai adquirira, se comprazia em consertar as máquinas da usina, quando estas quebravam.
"Dificilmente se conceberia meio mais sugestivo para a imaginação de uma criança que sonha com invenções mecânicas. Aos 7 anos, já eu tinha permissão para guiar os locomóveis de grandes rodas empregados na nossa propriedade nos trabalhos do campo. Aos 12, deixavam-me tomar o lugar do maquinista das locomotivas Baldwin que puxavam os trens carregados de Café nas 60 milhas de via ferrea assentadas por entre as plantações. Enquanto meu pai e meus irmãos montavam a cavalo para irem mais ou menos distante ver se os Caféeiros eram tratados, se a colheita ia bem ou se as chuvas causavam prejuízos, eu preferia fugir para a usina, para brincar com as máquinas de beneficiamento".(1)
Esses fatos da vida de Santos-Dumont, narrados singelamente no seu livro Dans l'air, em que recapitula toda a primeira fase de sua luta para conquista do ar, tem grande significado, para se ver que a sua existência, desde os primeiros passos, e toda a preocupação de sua vida, na sua manifestação vocacional, foi dedicada e absorvida pela preocupação do domínio dos ares pelo homem.(2)
A destinação de Santos Dumont manifestou-se desde a infância e, como as árvores, que, da semente, crescem, se desenvovem e dão frutos, a sua existência de aeronauta passou por todas essas fases de evolução vegetal: da ansiedade do menino, aos estudos do rapaz, que prepararam o arcabouço das suas vitórias aeronáuticas: a dirigibilidade do mais leve e a navegação com o mais pesado que o ar.
E não há melhores fatos para comprovarem essas verdades do que aqueles que relembra Santos-Dumont nestas belas páginas de sua autobiografia:
"Ser-me-ia impossível dizer com que idade construí os meus primeiros papagaios de papel. Lembro-me entretanto nitidamente das troças que faziam de mim os meus camaradas, quando brincavam de "passarinho-voa".
O divertimento é muito conhecido. As crianças colocam-se em torno de uma mesa, e uma delas vai perguntando, em voz alta: "Pombo voa?". . . "Galinha voa?". . . "Urubu voa?". . . "Abelha voa?"... E assim sucessivamente. A cada chamada todos nós deviamos levantar o dedo e responder. Acontecia, porém, que, de quando em quando, gritavam: "Cachorro voa?"... "Raposa voa?"... ou algum disparate semelhante, a fim de nos surpreender. Se algum levantasse o dedotinha de pagar uma prenda.
E meus companheiros não deixavam de piscar o olho e sorrir maliciosamente cada vez que perguntavam: "Homem voa?"... E que no mesmo instante eu erguia o meu dedo bem alto, e respondia: "Voa!" com entonação de certeza absoluta, e me recusava obstinadamente a pagar a prenda.
Quanto mais troçavam de mim mais feliz eu me sentia. Tinha a convicção de que um dia os trocistas estariam ao meu lado. Entre os milhares de cartas que me chegaram as mãos, no dia em que ganhei o prêmio Deutsch, uma houve que me causou particular emoção. Transcrevo-a a título de curiosidade:
"Você se lembra, meu caro Alberto, do tempo em que brincávamos juntos de "Passarinho voa?" A recordação dessa época veio-me ao espírito no dia em que chegou ao Rio a notícia do seu triunfo. O homem voa, meu caro! Você tinha razão em levantar o dedo, pois acaba de demonstrá-lo voando por cima da torre Eiffel. E tinha razão em não querer pagar a prenda. O Senhor Deutsch paga-a por você. Bravo! Voce bem merece este prêmio de 100.000 francos. O velho jogo está em moda em nossa casa mais do que nunca; mas desde o 19 de Outubro de 1901 nos lhe trocamos o nome e modificamos a regra: chamamo-lo agora o jogo do "Homem voa?" e aquele que não levantar o dedo a chamada, paga prenda. Seu amigo Pedro."
"Esta carta me transporta aos dias mais felizes de minha vida, quando, a espera de melhores oportunidades, eu me exercitava construindo aeronaves de bambu, cujos propulsores eram acionados por tiras de borracha enroladas, ou fazendo efêmeros balões de papel de seda.
Cada ano, no dia 24 de junho, diante das fogueiras de São João, que no Brasil constituem uma tradição imemorial, eu enchia dúzias destes pequenos "mongolfiers" e contemplava extasiado a ascensão deles ao ceu.
Nesse tempo, confesso, meu autor favorito era Julio Verne. A sadia imaginação deste escritor verdadeiramente grande, atirando com magia sobre as imutáveis leis da matéria, me fascinou desde a infância. Nas suas concepções audaciosas eu via, sem nunca me embaraçar em qualquer dúvida, a mecânica e a ciência dos tempos do porvir, em que o homem, unicamente pelo seu gênio, se transformaria em um semideus."
Essa verdadeira mania pelo vôo marcou Santos Dumont para toda a vida e a sua audácia, o seu gênio e a sua perseverança nunca desmentida foram os motores que acionaram as idéias germinadas no recesso de sua infância brasileira, cercada de sonhos e visões do futuro, quando, como ele mesmo confessa, nas "compridas tardes ensoleiradas do Brasil, minado pelo zumbido dos insetos e pelo grito distante de algum pássaro, deitado a sombra da varanda, eu me detinha horas e horas a contemplar o céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com as suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas. E ao ver as nuvens que flutuavam alegremente a luz pura do dia, sentia-me apaixonado pelo espaço livre".
E era assim que, meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas".
(1) Santos Dumont - "Os meus balões" - Tradução do original "Dans l'air", por A. de Miranda Bastos - Obra ilustrada com os croquis executados por Santos Dumont para os seus dirigíveis. Biblioteca de Divulgação Aeronáutica. Volume 12, pág. 49.
(2) São significativas, nesse sentido, as páginas de William J. Claxton, escritor inglês que acentua a verdadeira mania de Santos Dumont pelo vôo: "The Flying was Santos-Dumont's great hobby. Even in boyhood, when for away in Brazil, he had been keenly interested in the work of Spencer, Green, and others famousaeronauts, and aeronautics became almost a passion with him."(William J. Claxton - The mastery of the air - Fifth edition, Blackie and Son Limited, London, Glasgow and Bombay, 1918, pág.134).
Fonte: www.turma-aguia.com
Alberto Santos Dumont
O PAI DA AVIAÇÃO
Cronologia do Inventor
Alberto Santos Dumont
1873.
20 de julho, nasce Alberto Santos Dumont , na Fazenda Cabangu, Distrito de João Aires, em Minas Gerais, sexto filho do engenheiro Henrique Dumont e Francisca Santos Dumont, e neto do francês François Dumont, joalheiro que viera tentar fortuna em Diamantina.
1891.
O jovem Alberto parte com a família para Paris, admira os poucos automóveis que circulam nas ruas, compra um Peugeot que traz para São Paulo.
1892.
É emancipado, recebe uma fortuna do pai, volta a Paris para estudar. Morre seu pai.
1898.
Santos Dumont sobe no primeiro balão de sua invenção, o Brasil (113m3), que apresenta vários aperfeiçoamentos sobre os aeróstatos da época. -
S-D. " Nº1 " (186m3) e S-D. " Nº2 "(200m3)
1889.
Constrói seu primeiro hangar, em Saint-Cloud. - S-D. " Nº3 " (500m3)
1900.
S-D. " Nº4 " (420m3)
1901.
S-D. " Nº5 " (550m3). 19 de Outubro: Santos Dumont, vence o prêmio Deutsch de la Meurthe, saindo de Saint-Cloud, contornando a Torre Eiffel e voltando ao ponto de partida no seu Balão Dirigível - S-D. " Nº6 " (622m3): uma combinação de balão com motor-leme.
1902.
S-D. " Nº7 " de Corrida (1257m3).
1903.
Toda a Paris da belle époque aplaude o famoso inventor brasileiro que, na Balladeuse , "Nº9" (220m3), voa de um lado para o outro sobre os tetos de Paris.
1904.
S-D. " Nº10 " - "Omnibus" (2010m3)
1905.
S-D. " Nº11 " - Aeroplano monoplano, 2 hélices (22m2) ; S-D. " Nº12 " - Helicóptero com duas hélices ; S-D. " Nº13 " - Balão semi-rígido (1902m3) e S-D. " Nº14 " - Dirigível (186m3).
1906.
Finalmente, a grande vitória de Santos Dumont: constrói o aeroplano 14 BIS , aparelho autônomo com motor a gasolina e vence o prêmio Archdeacon, elevando-se ao ar e percorrendo 100m a 80 cm do solo, na pista de Bagatelle, Paris.
1907.
S-D. " Nº15 " - Aeroplano biplano de madeira compensada e o Deslizador 100HP Antoinette; S-D. " Nº16 " - Dirigível aeroplano misto (99m3) ; S-D. " Nº17 " - Aeroplano biplano, motor Antoinette 100 HP ; S-D. " Nº18 " e o S-D. " Nº19 " - Demoiselle , aeroplano monoplano com motor Dutheil- Chalmers.
1908.
S-D. " Nº20 " - Demoiselle , o mesmo aeroplano modifica-do com motor Antoinette. 1909. S-D. " Nº21 " - Demoiselle , Aeroplano monoplano como "Nº19", fuselagem triangular, peso de 118kg e motor Darracq - S-D. " Nº22 " , como o " Nº21 " somente mais reforçado e com motor Bayard.
1910.
Encerrou sua carreira de aviador. Era o único aeronauta a possuir os 4 certificados de piloto: de balão livre, de dirigível, de biplano e de monoplano.
1914.
Eclode a I Guerra Mundial. Com a utilização do avião, Santos Dumont sente-se culpado e deprimido.
1932.
9 de julho: Eclode a Revolução Constitucionalista contra o governo de Getúlio Vargas. Aviões federais vão bombardear Santos. A doença vence o inventor. 23 de julho: Com 59 anos, Alberto Santos Dumont suicida-se.
Fonte: www.pousada14bis.com.br
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/santos-dumont/alberto-santos-dumont-3.php
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
NASCIMENTO DOS GIRINOS DA FILOMEDUSA
http://www.youtube.com/watch?v=MmP2n78aAjg&feature=related
COMO NASCEM OS SAPOS
http://www.youtube.com/watch?v=OZkGfh1V-e8&feature=related
COMO NASCEM OS SAPOS
http://www.youtube.com/watch?v=OZkGfh1V-e8&feature=related
E os bichos se transformam
Revista CHC | Edição e-os-bichos-se-transformam
Entenda o processo de metamorfose, pelo qual passam anfíbios e insetos
Por: Márcio Borges-Martins e Luciano de Azevedo Moura, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Publicado em 15/10/2003 | Atualizado em 03/08/2010
Sapo de contos de fadas não pode ver uma princesa que logo fica assanhado. A todo custo, quer ganhar sua beijoca. Tudo para mudar radicalmente e virar príncipe encantado! Quanto aos sapos da beira do rio... eles não ganham beijos de ninguém! Mas, também, se transformam! Dos girinos que eram no início da vida passam a sapos! E tudo neles muda: do corpo ao comportamento. Essa transformação, que ocorre com outros anfíbios e insetos, tem nome: me-ta-mor-fo-se!
Mal saiu do ovo, a tartaruga corre para o mar. Será que um dia ela volta a essa praia? Se tudo correr bem, sim: as tartarugas marinhas sempre retornam ao lugar onde nasceram para colocar seus ovos. Mas não espere vê-la chegar como saiu, isto é, pequena e leve. Ao voltar, ela estará mudada. Pode ser uma tartaruga com cerca de meia tonelada!
Frente a esse tartarugão, vale qualquer exclamação de espanto, menos dizer: "Quem te viu, quem te vê! Passou por uma metamorfose, hein?!". Pela seguinte razão: a palavra metamorfose significa "mudança", "transformação". Mas nem todas as transformações pelas quais um ser vivo passa são chamadas assim!
Alterações no tamanho e no peso, como as que acontecem com as tartarugas marinhas, não são metamorfoses. Apenas as mudanças mais abruptas, que ocorrem após os primeiros estágios de desenvolvimento e que envolvem transformações radicais em um ser vivo -- da estrutura ao comportamento -- recebem esse nome.
Para você ter uma idéia, alguns animais sofrem transformações tão profundas que alguém poderia ver dois bichos da mesma espécie, um jovem e outro adulto, e pensar que são de espécies diferentes! O que, sem dúvida, é uma metamorfose e tanto!
Anfíbios e insetos estão entre os mais conhecidos bichos que realizam metamorfose. Sapos, rãs e pererecas, por exemplo, passam por uma transformação extraordinária: seu corpo, seu comportamento e até a forma como esses animais se relacionam com o meio em que vivem passam por uma reestruturação.
Não que eles virem príncipes ao serem beijados por uma princesa. Mas a mudança é tão radical quanto a das fábulas. Afinal, os girinos são larvas de sapos, rãs ou pererecas e não se parecem em nada com os bichos que irão se tornar quando adultos!
Por falar em comida, uma das grandes diferenças entre girinos, sapos, rãs e pererecas está na boca. Embora o formato dela varie com a alimentação e a espécie, muitos girinos têm um bico feito de queratina -- substância que forma as unhas -- com pequenos dentes.
Basta que a fase de girino chegue ao fim, porém, para que a larva pareça cada vez mais com o sapo, a rã ou a perereca que será no futuro! Nessa hora, diferentes tipos de hormônios -- substâncias especiais produzidas por glândulas ou tecidos -- entram em ação para controlar as mudanças. E são muitas que ocorrem!
Revista CHC | Edição e-os-bichos-se-transformam

Mal saiu do ovo, a tartaruga corre para o mar. Será que um dia ela volta a essa praia? Se tudo correr bem, sim: as tartarugas marinhas sempre retornam ao lugar onde nasceram para colocar seus ovos. Mas não espere vê-la chegar como saiu, isto é, pequena e leve. Ao voltar, ela estará mudada. Pode ser uma tartaruga com cerca de meia tonelada!
Frente a esse tartarugão, vale qualquer exclamação de espanto, menos dizer: "Quem te viu, quem te vê! Passou por uma metamorfose, hein?!". Pela seguinte razão: a palavra metamorfose significa "mudança", "transformação". Mas nem todas as transformações pelas quais um ser vivo passa são chamadas assim!
Alterações no tamanho e no peso, como as que acontecem com as tartarugas marinhas, não são metamorfoses. Apenas as mudanças mais abruptas, que ocorrem após os primeiros estágios de desenvolvimento e que envolvem transformações radicais em um ser vivo -- da estrutura ao comportamento -- recebem esse nome.
Para você ter uma idéia, alguns animais sofrem transformações tão profundas que alguém poderia ver dois bichos da mesma espécie, um jovem e outro adulto, e pensar que são de espécies diferentes! O que, sem dúvida, é uma metamorfose e tanto!
Anfíbios e insetos estão entre os mais conhecidos bichos que realizam metamorfose. Sapos, rãs e pererecas, por exemplo, passam por uma transformação extraordinária: seu corpo, seu comportamento e até a forma como esses animais se relacionam com o meio em que vivem passam por uma reestruturação.
Não que eles virem príncipes ao serem beijados por uma princesa. Mas a mudança é tão radical quanto a das fábulas. Afinal, os girinos são larvas de sapos, rãs ou pererecas e não se parecem em nada com os bichos que irão se tornar quando adultos!

- A vida da rã começa como girino. Nessa fase, o bicho é aquático, não tem patas e, sim, cauda. Mas, ao fim dela, tudo muda. Patas surgem, a cauda encolhe, o animal busca o solo (fotos: Fabio Colombini).
Por falar em comida, uma das grandes diferenças entre girinos, sapos, rãs e pererecas está na boca. Embora o formato dela varie com a alimentação e a espécie, muitos girinos têm um bico feito de queratina -- substância que forma as unhas -- com pequenos dentes.
Basta que a fase de girino chegue ao fim, porém, para que a larva pareça cada vez mais com o sapo, a rã ou a perereca que será no futuro! Nessa hora, diferentes tipos de hormônios -- substâncias especiais produzidas por glândulas ou tecidos -- entram em ação para controlar as mudanças. E são muitas que ocorrem!
Revista CHC | Edição e-os-bichos-se-transformam
Cauda que encolhe, pata que cresce
Saiba passo-a-passo como a metamorfose acontece!
Por: Márcio Borges-Martins e Luciano de Azevedo Moura, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Publicado em 15/10/2003 | Atualizado em 03/08/2010
O desenvolvimento de patas -- em geral, primeiro as traseiras -- é sinal óbvio de que a metamorfose está em andamento. Nesse período, várias estruturas do corpo do girino começam a sumir, enquanto outras aparecem. A cauda diminui pouco a pouco. O intestino se torna mais curto e se divide em regiões. Os pulmões se desenvolvem, as brânquias se atrofiam. A boca muda totalmente e o esqueleto é reestruturado. Patas dianteiras aparecem, a cauda continua a sumir e o anfíbio...
... Ele, que vivia só na água, se aventura no solo, agora como um sapinho. Uma nova etapa começa em sua vida! O anfíbio precisa assumir seus novos hábitos: cavar tocas -- pois é, quem diria: sapos cavam! --, escalar árvores, caçar insetos, cantar para atrair uma fêmea na beira da lagoa... Mas o período é crítico para quem está no meio da metamorfose! O animal está muito vulnerável! Afinal, um girino com patas não nada tão bem quanto um que não as tem, assim como um sapinho com cauda não pula longe. Os predadores, porém, estão em plena forma. Por isso, a metamorfose precisa ser rápida.
Além dos anfíbios, outros animais sofrem transformações fantásticas ao longo da vida. Por exemplo, a lagarta que come incansavelmente as folhas de uma planta do jardim em que você brinca. Essa comilona é a forma jovem da borboleta. Ela, que nem asas tem, vira um bicho capaz de voar graças à metamorfose!
A lagarta é a larva da borboleta e, quando sai do ovo, tem duas funções: comer e crescer. Por isso, ela não pode fazer regime! À medida que se alimenta, cresce e realiza mudas. Isto é, troca a camada externa do seu corpo para acompanhar seu crescimento.
Depois de crescer e se alimentar bastante, a lagarta transforma-se em pupa. Agora, ela não precisa mais comer e está protegida em um casulo, onde ficará por alguns dias ou vários meses, dependendo da espécie. Dali a borboleta sairá, ainda com o corpo mole e as asas amassadas. Mas, em questão de horas, seu corpo irá endurecer e ganhar cor, suas asas irão tomar forma e se fortalecer. E a borboleta, adulta, terá pela frente poucas semanas para cumprir sua missão: se reproduzir e pôr ovos.
Esse processo de transformação que acontece com a borboleta é chamado metamorfose completa. Ele é visto em outros insetos também, como besouros, moscas, abelhas e mariposas. Bichos como baratas, percevejos ou gafanhotos, por outro lado, realizam a chamada metamorfose incompleta.
Talvez você já tenha visto alguma barata ou algum gafanhoto que não voava. Esse inseto era incapaz de alçar vôo porque estava na fase jovem e suas asas não estavam desenvolvidas totalmente. Era uma ninfa. Isto é, uma forma imatura, mas parecida com o inseto adulto, que ocorre na metamorfose incompleta! Menores do que os adultos, as ninfas têm bocas e olhos semelhantes aos deles e a mesma alimentação.
A cada muda, as ninfas se tornam mais parecidas com os adultos. Para conferir, busque alguma no seu quintal! Se não houver uma lá, ainda há chance de você encontrar outro bicho passando por uma transformação digna de filmes de ficção científica!
Márcio Borges-Martins e
Luciano de Azevedo Moura,
Museu de Ciências Naturais,
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
... Ele, que vivia só na água, se aventura no solo, agora como um sapinho. Uma nova etapa começa em sua vida! O anfíbio precisa assumir seus novos hábitos: cavar tocas -- pois é, quem diria: sapos cavam! --, escalar árvores, caçar insetos, cantar para atrair uma fêmea na beira da lagoa... Mas o período é crítico para quem está no meio da metamorfose! O animal está muito vulnerável! Afinal, um girino com patas não nada tão bem quanto um que não as tem, assim como um sapinho com cauda não pula longe. Os predadores, porém, estão em plena forma. Por isso, a metamorfose precisa ser rápida.
Além dos anfíbios, outros animais sofrem transformações fantásticas ao longo da vida. Por exemplo, a lagarta que come incansavelmente as folhas de uma planta do jardim em que você brinca. Essa comilona é a forma jovem da borboleta. Ela, que nem asas tem, vira um bicho capaz de voar graças à metamorfose!
A lagarta é a larva da borboleta e, quando sai do ovo, tem duas funções: comer e crescer. Por isso, ela não pode fazer regime! À medida que se alimenta, cresce e realiza mudas. Isto é, troca a camada externa do seu corpo para acompanhar seu crescimento.
Depois de crescer e se alimentar bastante, a lagarta transforma-se em pupa. Agora, ela não precisa mais comer e está protegida em um casulo, onde ficará por alguns dias ou vários meses, dependendo da espécie. Dali a borboleta sairá, ainda com o corpo mole e as asas amassadas. Mas, em questão de horas, seu corpo irá endurecer e ganhar cor, suas asas irão tomar forma e se fortalecer. E a borboleta, adulta, terá pela frente poucas semanas para cumprir sua missão: se reproduzir e pôr ovos.
Esse processo de transformação que acontece com a borboleta é chamado metamorfose completa. Ele é visto em outros insetos também, como besouros, moscas, abelhas e mariposas. Bichos como baratas, percevejos ou gafanhotos, por outro lado, realizam a chamada metamorfose incompleta.
Talvez você já tenha visto alguma barata ou algum gafanhoto que não voava. Esse inseto era incapaz de alçar vôo porque estava na fase jovem e suas asas não estavam desenvolvidas totalmente. Era uma ninfa. Isto é, uma forma imatura, mas parecida com o inseto adulto, que ocorre na metamorfose incompleta! Menores do que os adultos, as ninfas têm bocas e olhos semelhantes aos deles e a mesma alimentação.
A cada muda, as ninfas se tornam mais parecidas com os adultos. Para conferir, busque alguma no seu quintal! Se não houver uma lá, ainda há chance de você encontrar outro bicho passando por uma transformação digna de filmes de ficção científica!
Márcio Borges-Martins e
Luciano de Azevedo Moura,
Museu de Ciências Naturais,
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Características Principais:
Peso: 400 gramas (macho) e 1,5 kilos (fêmea);
Comprimento: Macho ( 12 cm aproximadamente) e fêmea (25 cm aproximadamente);
Reprodução: A fêmea põe 30 mil avos por ano (aproximadamente).
Fonte: http:// suapesquisa.com/ecologiasaude/anfibios/
Anfíbios
Representados por sapos, rãs e pererecas ( em geral, terrestres), salamandras (terrestres ou de água doce) e cecílias ou cobras-cegas (encontrados em solo úmidos), foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre, principalmente graças á presença de pulmões e de dois pares de patas (ou pernas) , mais ainda são dependentes da água ( daí o nome do grupo: anfi = duplo; bio= vida), sobretudo em relação a reprodução com uma larva aquática, chamada de girino.
Em geral a pele é lisa, sem escamas, mantida úmida graças a glândulas mucosas, assim ela tem o papel importante na respiração do animal adulto. Presa na extremidade anterior da boca, a língua é usada na captura de insetos e outras presas, a cavidade nasal comunica-se com a bucal através das coanas, o que permite a entrada de ar mesmo com a boca fechada. Muitos possuem glândulas paratóides, que se abrem nos lados da cabeça, atrás dos olhos e liberam veneno quando conmprimidas.
A fecundação geralmente é externa. O macho abraça a fêmea e, á medida que ela elimina os óvulos, ele lança os espermatozóides. Do ovo forma-se o girino, larva com cauda, sem pernas e de respiração branquial. Ele evolui para o estado adulto passando por metamorfoses, que no caso dos sapos implicam a regressão da cauda e das brânquias e o desenvolvimento das pernas e dos pulmões.
Os anfíbios são divididos em 3 ordens:
Anura: ( anuros, sapos, rãs e pererecas) possuem pernas, mas não cauda.
Urodela: (urodelos, salamandras e tritões) possuem pernas e caudas ( em algumas espécies de salamandras, a larva chamada de axolote, não termina a metamorfose e forma um indivíduo sexualmente maduro.
Gymnophiona (gymnofionos ou apodes; cecílias) apresentam corpo alongado e sem pernas.

|
Assinar:
Postagens (Atom)

