quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ALBERTO SANTOS-DUMONT - CRONOLOGIA

ALBERTO SANTOS-DUMONT o MG 20/07/1873 + SP 23/07/1932
CRONOLOGIA
A FAMÍLIA - HENRIQUE DUMONT

Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro -ourives- induziu o genro François a vir para o Brasil a procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria. No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se Henrique. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, tendo se formado engenheiro. Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto

Henrique Dumont
Henrique Dumont

FRANCISCA SANTOS Vivia na região de Ouro Preto o senhor Joaquim Santos, casado com Dona Emerenciana. O casal teve um filho que tornou-se o Comendador Francisco da Paula Santos que casou-se com Dona Rosalina. Entre os filhos tiveram um filha chamada Francisca.

Francisca Santos
Francisca Santos
CASAMENTO

Henrique Dumont e Francisca Santos casaram-se à 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. Em 1872 Seu Henrique assumiu a empreitada da construção do trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil na subida da Serra da Mantiqueira, tendo instalado seu canteiro de obras na localidade de Cabangu, próximo a cidade de Palmira, hoje Santos Dumont.
NASCIMENTO

Foi no Sítio de Cabangu, MG, que, em vinte de julho de 1873, dia em que seu Henrique completava 41 anos, nasceu seu sexto filho, o futuro grande ALBERTO, aquele que viria a ser o verdadeiro Pai da Aviação.

Sitio de Cabangu
Sitio de Cabangu
BATIZADO

Ao completar a empreitada da construção da estrada de ferro, o sr. Henrique Dumont mudou-se para a localidade de Casal, Valença (atualmente município de Rio das Flores) com a família, onde passou a dedicar-se ao cultivo de café. Foi ali na Paróquia de Santa Tereza que Alberto foi batizado em 20 de fevereiro de 1877.

Igreja de Santa Tereza
Igreja de Santa Tereza
A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Procurando terras rochas mais próprias para plantação de café, o Sr. Henrique Dumont acabou adquirindo a Fazenda Arindeuva a vinte quilômetros de Ribeirão Preto. A fazenda de Henrique Dumont progrediu muito, tornando-se a mais moderna da América do Sul, com 5 milhões de pés de café, 96 quilômetros de ferrovias, sete locomotivas e, ele, passou a ser conhecido como "O Rei do Café". Ali Albertinho passou a sua infância, desenvolvendo as aspirações de que o homem não poderia mais ficar preso ao solo. Em suas divagações observava as nuvens suspensas no espaço, as aves deslizarem no ar e fazia experiências com pequenos balões nas festas juninas. Construia pipas exóticas e chegou a montar pequenas aeronaves movidas a elástico e hélice. As suas leituras prediletas eram os livros: Vinte Mil Léguas Submarinas, Cinco Semanas Num Balão, Da Terra à Lua de Júlio Verne, etc.

Sede da Fazenda Arindeuva
Sede da Fazenda Arindeuva

Aos sete anos dirigia os locomóveis da fazenda e aos doze seu pai autorizou-o à dirigir a locomotivas Baldwin. Na mecânica, consertava a máquina de costura de sua mãe e acabou fazendo manutenção dos separadores de café da fazenda. Seus estudos iniciaram com as primeiras letras ensinadas por sua irmã Virginia. Estudou ainda nos colégios Culto a Ciência em Campinas, Kopke e Morton em São Paulo e na Escola de Ouro Preto. Em 1888 viu pela primeira vez um balão cativo (preso ao chão) em uma feira em São Paulo. Em 1890 seu pai, em um acidente de charrete, luxou a cabeça tornando-se hemiplégico, sendo obrigado a vender a fazenda.
RUMO A PARIS

Enquanto tentava tratamento para sua enfermidade o Sr. Henrique levou o jovem Alberto pela primeira vez a Paris. Ali, o jovem viu um motor a petróleo funcionando o que lhe despertou profundo interesse. Em 1892, seu pai o emancipou, dando-lhe liberdade e títulos para que ele se mantivesse pelo resto da vida, e orientou-o a ir a Paris desenvolver seu potencial, estudando matemática, física, eletricidade e mecânica, pois o futuro da humanidade estaria na mecânica. Em 1892 fixou-se em Paris. Desejou andar de balão, porém sua vontade foi frustrada pelos altos preços pedidos pelos balonistas e acabou se dedicando ao automóvel, tornando-se o primeiro personagem a introduzir no Brasil um automóvel a petróleo. Em uma de suas visitas ao Rio de Janeiro encontrou em uma livraria um livro sobre o construtor de balões Sr. Lachambre. Ao chegar a Paris, procurou as oficinas do Sr. Lachambre e se surpreendeu com os preços accessíveis pedidos por ele. Já no dia seguinte subia aos céus em um balão dirigido pelo mecânico Machuron. Era o dia 23 março de 1898.
REALIZAÇÕES AERONÁUTICAS O BALÃO BRASIL

Após as primeiras ascenções passou a prestar serviços de pilotar balões para aquele construtor afim de se habituar a arte e assim projetar o seu próprio balão. Os construtores relutaram com sua primeira encomenda devido a sua pequenês. Ele ajustou seu projeto a algumas das contestações dos construtores mas insistiu em usar seda japonesa, mais leve e resistente. E assim subia ao céu em 4 de julho de 1898, o menor balão da época, o Balão Brasil. Os parienses, devido as pequenas dimensões do engenho, quando Messier Dumont passava, diziam que ele levava o balão na maleta.

Balão Brasil
Balão Brasil
SANTOS DUMONT NÚMERO UM

Parte então para a construção de um dirigível. Quando ele cogitou de colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio: duas opiniões levaram ele a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iriar romper os cabos de sustentação. Ele cuidadosamente pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação afastando o motor do envólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás. Na primeria tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção. Para espanto da assistência pela, primeira vez na história da humanidade um balão evolui no espaço propulcionado por um motor a petróleo. Apos este evento, aperfeiçoou, sua criação nos drigiveis 2 e 3.

Santos Dumont Numero Um
Santos Dumont Numero Um
PRÊMIO DEUTSCH

Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Muerthe, no dia 24 de marcode1900 a oferecer um prêmio de cem mil francos a quem saindo de Saint Cloud e sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos. A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4, tentou por duas vezes vencer o prêmio com o número cinco. A 19 de outubro de 1901 finalmente vence o Preêmio Deutsch. Com este dirigível evolui sobre a Baia de Mônaco algumas vezes.

Santos Dumont Número 6 contornando a Torre Eifell
Santos Dumont Número 6 contornando a Torre Eifell
SANTOS DUMONT NÚMERO NOVE

Construiu o Número sete para participar de corridas de dirigíveis. Pulou o número oito por superstição. Em 1903 constrói o Santos Dumont Número Nove para passear em Paris tornando-se o mais popular, pois com ele visitava amigos em seus castelos, descia para tomar chá nos principais restaurantes, participou do desfile das comemorações da "Queda da Bastilha" em 14 de julho de 1903, fez ascenções noturnas, levou como passageiro o menino Clarkson Potter e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse um seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta.

Santos Dumont Número Nove
Santos Dumont Número Nove
SANTOS DUMONT 14bis

Construiu o onibus aéreo número dez para 12 passageiros. Iniciou a construção de uma aeronave bimotora de asa, a número onze. Tentou um helicóptero com dois rotores, o número doze. Construiu uma um dirigível com envólucro dividido entre uma seção de gás de iluminação e uma de ar quente, o número treze. Fez um outro dirigível o de número catorze. Em julho de 1906 Santos Dumont faz experiências com num novo veículo pendurado no número catorze. O aparelho era mais pesado que o ar e passou a se chamar 14bis. Em 18 de julho, inscreve-se para disputar a Taça Ernesto Archdeacon para um vôo mínimo de 25 metros e para disputar o Prêmio Aeroclub de França de 1500 francos para vôo de 100 metros, ambos com aeronave mais pesada que o ar. Após varias experiências convoca a Comissão do Aeroclube e a 23 de outubro de 1906 em Bagatelle, faz um vôo de cerca de 50 metros conquistando a Taça Archdeacon, sendo considerado a primeira vez que uma aeronave desliza e decola utilizando apenas suas próprias forças. Em seguida, em 12 de novembro de 1906, faz um vôo de 220 metros estabelecendo o primeiro Recorde de distância, ganhando o Prêmio Aeroclube.

O 14bis vencendo a Taça Archdeacon
O 14bis vencendo a Taça Archdeacon

Após ainda fez o número quinze, aeroplano com asa de madeira, o número 16, mixto de dirigível e avião, o número 17 seria cópia do número 15, o número 18, um deslizador aquático e termina com os populares "Demoiselle"s, com a série 19, 20, 21 e 22. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem e a 18 de setembro de 1909 realiza seu último vôo em uma de suas aeronaves com um vôo razante em cima da multidão sem segurar nos comandos. Com as mãos abertas ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.

Demoiselle
Demoiselle

A partir de 1918, passou a residir no Chalé de estilo europeu que construiu no Morro do Encanto em Petrópolis: A ENCANTADA. Nessa casa podemos ver o chuveiro de agua quente idealizado por ele e uma escada na qual sòmente se pode iniciar a subida com o pé direito. É o seu recanto mais visitado.

Fonte: www.aeronews.com.br
Alberto Santos Dumont

O projeto do 14-Bis, em cópia de documento do Museu da Aeronáutica, da Fundação Santos Dumont.

Sepultura de Santos Dumont, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, em foto feita por Emanuel Rodrigues, historiador e pesquisador, principalmente sobre a vida de Santos Dumont, que está na direita da imagem.

Esse monumento, conta Emanuel , é "O Ícaro de Saint Cloud", inaugurado na França em homenagem a San

tos Dumont, em 19 de outubro de 1913, com a inscrição: "A Monument Été Élevé Par L'Aéreo Club de France, Pour Commémorer Les Expériences de Santos Dumont, Pionnier De La Locomotion Aérieme. Cabangú, MG, 20.07.1873, Guarujá, SP, 23.07.1932.

Alberto Santos Dumont
O projeto do 14-Bis, em cópia de documento do Museu da Aeronáutica, da Fundação Santos Dumont

Alberto Santos Dumont

Sepultura de Santos Dumont, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, em foto feita por Emanuel Rodrigues, historiador e pesquisador, principalmente sobre a vida de Santos Dumont, que está na direita da imagem.

Esse monumento, conta Emanuel , é "O Ícaro de Saint Cloud", inaugurado na França em homenagem a Santos Dumont, em 19 de outubro de 1913, com a inscrição: "A Monument Été Élevé Par L'Aéreo Club de France, Pour Commémorer Les Expériences de Santos Dumont, Pionnier De La Locomotion Aérieme. Cabangú, MG, 20.07.1873, Guarujá, SP, 23.07.1932.

Alberto Santos Dumont

Matéria publicada na Revista "Asas", nº 15, de outubro/novembro de 2003, sobre a proposta do pesquisador e historiador Emanuel Rodrigues, de inaugurar em 2006, ano do centenário do vôo do 14-Bis, um conjunto de monumentos em honra à Santos Dumont, em uma praça de Sorocaba. A matéria comenta também a ligação de Santos Dumont com Sorocaba, na época em que fez e registrou o seu testamento, setembro de 1930, pouco mais de um ano antes de sua morte, em Guarujá. O Projeto, concebido por Emmanoel Rodrigues, teve a criação do artista plástico Marco Antônio Cavallari. Ambos estão trabalhando junto à empresários, para conseguir os meios de realizar a obra.

O monumento deverá ter três partes distintas: a figura do Ícaro, representando o desejo de voar, o Balão Brasil, lembrando os primeiros vôos de Santos Dumont, e o 14-Bis, que concretizou a invenção do avião.

Alberto Santos Dumont

"Há exatos 70 anos Alberto Santos Dumont viajou de São Paulo até Sorocaba para registrar em testamento as últimas disposições de sua vontade."

Esse texto abre matéria de capa (mostrada na imagem) do caderno "Mais Cruzeiro", publicação do Jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba, do dia 16 se setembro de 2001, assinada por José Antônio Rosa, relatando que o pesquisador Emanuel Rodrigues (na foto menor da imagem anterior) vem trabalhando junto à editoras e outros meios, a fim de reparar a injustiça que está sendo cometida pelos historiadores dos feitos de Santos Dumont, ao ignorarem a citação dos vínculos do inventor com Sorocaba, a exceção de José Aleixo Irmão e Ari Matheus, escritores sorocabanos que relatam fielmente esse fato.

Fonte: snookeclube.com.br

Os Primeiros Passos

"O Homem pode voar..."

Santos Dumont falava essa frase quando brincava com seus amigos em sua infância.

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de Julho de 1873, na Fazenda Cabangu, Estação de Rocha Dias, Distrito de João Ayres, Minas Gerais), onde seu pai, um engenheiro, se instalara com o objetivo de construir um trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje conhecida como Central do Brasil. Desde cedo, Santo-Dumont demonstrou uma grande disposição para a conquista do ar. Suas leituras prediletas, escritas por Julio Verne, o deixavam submerso num mundo de imaginação sem limites.

Em dez anos de proveitoso trabalho, o pai de Santos-Dumont, o engenheiro Henrique transformou-se num proprietário agrícola dos mais conceituados, tornando-se na época um "Barão do Café".

Por ter ido morar, com a família de Santos Dumont, na Europa, em 1891, com a finalidade de tratar-se de uma hemiplegia (paralisação de um dos lados do corpo), que ocorrera devido a um acidente com uma charrete em sua própria fazenda, Henrique Dumont viu que Paris seria o local ideal pra seu filho Alberto seguir seus estudos. Ele percebeu que a grande curiosidade pelos assuntos relacionados com a mecânica, aliada a viva inteligência de Alberto, eram fatores que influenciavam a permanência do filho na então "Capital do Mundo", Paris.

Assim, na outra viagem realizada ao continente Europeu em 1892, Santos-Dumont, então com mais de 18 anos, passou a residir na capital da França, em companhia de outros parentes.

Foi o Sr. Garcia, seu primeiro professor, um hábil francês de origem espanhola, que lhe ensinou as primeiras noções de Física, Química, Eletricidade e, como não podia faltar, a Mecânica. Dedicou-se primeiramente ao automobilismo em decorrência ao seu profundo interesse pela Mecânica; posteriormente, ainda influenciado pelas leituras de Julio Verne, pelo progresso da aerostação na França, e pelo seu indisfaçável desejo de voar, acabou-se por se entregar aos vôos de balões livres.

A alegria e a emoção pelas quais ficou possuído ao subir ao céu pela primeira vez - a bordo de um balão - estão visivelmente presentes na narração que Santos-Dumont fez no seu livro "Os Meus balões", com referência a esse acontecimento marcante na sua vida.

Empregando seus dias, horas e minutos naquilo que passou a ser o único objetivo de sua vida - A Conquista do Ar - Santos-Dumont, possuídor de uma tenacidade ilimitada, surpreendeu o mundo aeronáutico com o balão dirigível, impulsionado por um motor a gasolina.

Os motores a eletricidade e a vapor eram os motores mais conhecidos e empregados em balões-dirigíveis, contudo não ofereciam resultados práticos: a Santos-Dumont coube, no entanto, a primazia de aplicar o motor a gasolina no aparelho mais leve que o ar. Sua idade era de somente 25 anos.

De 1898 a 1909 ele planejou, construiu e experimentou mais de duas dezenas de invenções, entre balões-livres, balões-dirigíveis, e aviões (biplanos e monoplanos)
A Infância - O despertar de uma vocação

A vida de Santos-Dumont foi, toda ela, dedicada a conquista do ar. Pode-se mesmo dizer que, na infância, quando residia no interior brasileiro, a sua imaginação era despertada pela ascensão dos pequenos balões de papel que os meninos soltavam nas noites de São João, na alegria de uma das festas mais populares do Brasil.

Já rapaz, quando o conhecimento e as primeiras luzes do saber lhe despertaram a inteligência, sua imaginação foi conquistada definitivamente pelas predições de um dos mais férteis escritores do século XIX: o famoso Julio Verne. O imaginoso escritor, criador de mundos, em que a inteligência infantil circulava com desembaraço e prazer, tomou de assalto as primeiras manifestações de seu espírito inventivo. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que Julio Verne previu com tanta felicidade, envolveram o seu cérebro de jovem, despertando-lhe, do fundo do subconsciente, a faculdade que já se acentuava instintivamente para o domínio e manejo da mecânica. E não era sem razão que o jovem Alberto dirigia as locomotivas Baldwin que o engenheiro Henrique Santos Dumont encomendara na Europa para o trabalho da companhia de estrada de ferro em que exercia a sua atividade e, nas fazendas de Café que, posteriormente, seu pai adquirira, se comprazia em consertar as máquinas da usina, quando estas quebravam.

"Dificilmente se conceberia meio mais sugestivo para a imaginação de uma criança que sonha com invenções mecânicas. Aos 7 anos, já eu tinha permissão para guiar os locomóveis de grandes rodas empregados na nossa propriedade nos trabalhos do campo. Aos 12, deixavam-me tomar o lugar do maquinista das locomotivas Baldwin que puxavam os trens carregados de Café nas 60 milhas de via ferrea assentadas por entre as plantações. Enquanto meu pai e meus irmãos montavam a cavalo para irem mais ou menos distante ver se os Caféeiros eram tratados, se a colheita ia bem ou se as chuvas causavam prejuízos, eu preferia fugir para a usina, para brincar com as máquinas de beneficiamento".(1)

Esses fatos da vida de Santos-Dumont, narrados singelamente no seu livro Dans l'air, em que recapitula toda a primeira fase de sua luta para conquista do ar, tem grande significado, para se ver que a sua existência, desde os primeiros passos, e toda a preocupação de sua vida, na sua manifestação vocacional, foi dedicada e absorvida pela preocupação do domínio dos ares pelo homem.(2)

A destinação de Santos Dumont manifestou-se desde a infância e, como as árvores, que, da semente, crescem, se desenvovem e dão frutos, a sua existência de aeronauta passou por todas essas fases de evolução vegetal: da ansiedade do menino, aos estudos do rapaz, que prepararam o arcabouço das suas vitórias aeronáuticas: a dirigibilidade do mais leve e a navegação com o mais pesado que o ar.

E não há melhores fatos para comprovarem essas verdades do que aqueles que relembra Santos-Dumont nestas belas páginas de sua autobiografia:

"Ser-me-ia impossível dizer com que idade construí os meus primeiros papagaios de papel. Lembro-me entretanto nitidamente das troças que faziam de mim os meus camaradas, quando brincavam de "passarinho-voa".

O divertimento é muito conhecido. As crianças colocam-se em torno de uma mesa, e uma delas vai perguntando, em voz alta: "Pombo voa?". . . "Galinha voa?". . . "Urubu voa?". . . "Abelha voa?"... E assim sucessivamente. A cada chamada todos nós deviamos levantar o dedo e responder. Acontecia, porém, que, de quando em quando, gritavam: "Cachorro voa?"... "Raposa voa?"... ou algum disparate semelhante, a fim de nos surpreender. Se algum levantasse o dedotinha de pagar uma prenda.

E meus companheiros não deixavam de piscar o olho e sorrir maliciosamente cada vez que perguntavam: "Homem voa?"... E que no mesmo instante eu erguia o meu dedo bem alto, e respondia: "Voa!" com entonação de certeza absoluta, e me recusava obstinadamente a pagar a prenda.

Quanto mais troçavam de mim mais feliz eu me sentia. Tinha a convicção de que um dia os trocistas estariam ao meu lado. Entre os milhares de cartas que me chegaram as mãos, no dia em que ganhei o prêmio Deutsch, uma houve que me causou particular emoção. Transcrevo-a a título de curiosidade:

"Você se lembra, meu caro Alberto, do tempo em que brincávamos juntos de "Passarinho voa?" A recordação dessa época veio-me ao espírito no dia em que chegou ao Rio a notícia do seu triunfo. O homem voa, meu caro! Você tinha razão em levantar o dedo, pois acaba de demonstrá-lo voando por cima da torre Eiffel. E tinha razão em não querer pagar a prenda. O Senhor Deutsch paga-a por você. Bravo! Voce bem merece este prêmio de 100.000 francos. O velho jogo está em moda em nossa casa mais do que nunca; mas desde o 19 de Outubro de 1901 nos lhe trocamos o nome e modificamos a regra: chamamo-lo agora o jogo do "Homem voa?" e aquele que não levantar o dedo a chamada, paga prenda. Seu amigo Pedro."

"Esta carta me transporta aos dias mais felizes de minha vida, quando, a espera de melhores oportunidades, eu me exercitava construindo aeronaves de bambu, cujos propulsores eram acionados por tiras de borracha enroladas, ou fazendo efêmeros balões de papel de seda.

Cada ano, no dia 24 de junho, diante das fogueiras de São João, que no Brasil constituem uma tradição imemorial, eu enchia dúzias destes pequenos "mongolfiers" e contemplava extasiado a ascensão deles ao ceu.

Nesse tempo, confesso, meu autor favorito era Julio Verne. A sadia imaginação deste escritor verdadeiramente grande, atirando com magia sobre as imutáveis leis da matéria, me fascinou desde a infância. Nas suas concepções audaciosas eu via, sem nunca me embaraçar em qualquer dúvida, a mecânica e a ciência dos tempos do porvir, em que o homem, unicamente pelo seu gênio, se transformaria em um semideus."

Essa verdadeira mania pelo vôo marcou Santos Dumont para toda a vida e a sua audácia, o seu gênio e a sua perseverança nunca desmentida foram os motores que acionaram as idéias germinadas no recesso de sua infância brasileira, cercada de sonhos e visões do futuro, quando, como ele mesmo confessa, nas "compridas tardes ensoleiradas do Brasil, minado pelo zumbido dos insetos e pelo grito distante de algum pássaro, deitado a sombra da varanda, eu me detinha horas e horas a contemplar o céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com as suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas. E ao ver as nuvens que flutuavam alegremente a luz pura do dia, sentia-me apaixonado pelo espaço livre".

E era assim que, meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas".

(1) Santos Dumont - "Os meus balões" - Tradução do original "Dans l'air", por A. de Miranda Bastos - Obra ilustrada com os croquis executados por Santos Dumont para os seus dirigíveis. Biblioteca de Divulgação Aeronáutica. Volume 12, pág. 49.

(2) São significativas, nesse sentido, as páginas de William J. Claxton, escritor inglês que acentua a verdadeira mania de Santos Dumont pelo vôo: "The Flying was Santos-Dumont's great hobby. Even in boyhood, when for away in Brazil, he had been keenly interested in the work of Spencer, Green, and others famousaeronauts, and aeronautics became almost a passion with him."(William J. Claxton - The mastery of the air - Fifth edition, Blackie and Son Limited, London, Glasgow and Bombay, 1918, pág.134).

Fonte: www.turma-aguia.com
Alberto Santos Dumont

O PAI DA AVIAÇÃO

Cronologia do Inventor

Alberto Santos Dumont

1873.

20 de julho, nasce Alberto Santos Dumont , na Fazenda Cabangu, Distrito de João Aires, em Minas Gerais, sexto filho do engenheiro Henrique Dumont e Francisca Santos Dumont, e neto do francês François Dumont, joalheiro que viera tentar fortuna em Diamantina.

1891.

O jovem Alberto parte com a família para Paris, admira os poucos automóveis que circulam nas ruas, compra um Peugeot que traz para São Paulo.

1892.

É emancipado, recebe uma fortuna do pai, volta a Paris para estudar. Morre seu pai.

1898.

Santos Dumont sobe no primeiro balão de sua invenção, o Brasil (113m3), que apresenta vários aperfeiçoamentos sobre os aeróstatos da época. -
S-D. " Nº1 " (186m3) e S-D. " Nº2 "(200m3)

1889.

Constrói seu primeiro hangar, em Saint-Cloud. - S-D. " Nº3 " (500m3)

1900.

S-D. " Nº4 " (420m3)

1901.

S-D. " Nº5 " (550m3). 19 de Outubro: Santos Dumont, vence o prêmio Deutsch de la Meurthe, saindo de Saint-Cloud, contornando a Torre Eiffel e voltando ao ponto de partida no seu Balão Dirigível - S-D. " Nº6 " (622m3): uma combinação de balão com motor-leme.

1902.

S-D. " Nº7 " de Corrida (1257m3).

1903.

Toda a Paris da belle époque aplaude o famoso inventor brasileiro que, na Balladeuse , "Nº9" (220m3), voa de um lado para o outro sobre os tetos de Paris.

1904.

S-D. " Nº10 " - "Omnibus" (2010m3)

1905.

S-D. " Nº11 " - Aeroplano monoplano, 2 hélices (22m2) ; S-D. " Nº12 " - Helicóptero com duas hélices ; S-D. " Nº13 " - Balão semi-rígido (1902m3) e S-D. " Nº14 " - Dirigível (186m3).

1906.

Finalmente, a grande vitória de Santos Dumont: constrói o aeroplano 14 BIS , aparelho autônomo com motor a gasolina e vence o prêmio Archdeacon, elevando-se ao ar e percorrendo 100m a 80 cm do solo, na pista de Bagatelle, Paris.

1907.

S-D. " Nº15 " - Aeroplano biplano de madeira compensada e o Deslizador 100HP Antoinette; S-D. " Nº16 " - Dirigível aeroplano misto (99m3) ; S-D. " Nº17 " - Aeroplano biplano, motor Antoinette 100 HP ; S-D. " Nº18 " e o S-D. " Nº19 " - Demoiselle , aeroplano monoplano com motor Dutheil- Chalmers.

1908.

S-D. " Nº20 " - Demoiselle , o mesmo aeroplano modifica-do com motor Antoinette. 1909. S-D. " Nº21 " - Demoiselle , Aeroplano monoplano como "Nº19", fuselagem triangular, peso de 118kg e motor Darracq - S-D. " Nº22 " , como o " Nº21 " somente mais reforçado e com motor Bayard.

1910.

Encerrou sua carreira de aviador. Era o único aeronauta a possuir os 4 certificados de piloto: de balão livre, de dirigível, de biplano e de monoplano.

1914.

Eclode a I Guerra Mundial. Com a utilização do avião, Santos Dumont sente-se culpado e deprimido.

1932.

9 de julho: Eclode a Revolução Constitucionalista contra o governo de Getúlio Vargas. Aviões federais vão bombardear Santos. A doença vence o inventor. 23 de julho: Com 59 anos, Alberto Santos Dumont suicida-se.

Fonte: www.pousada14bis.com.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/santos-dumont/alberto-santos-dumont-3.php

NASCIMENTO DOS GIRINOS DA FILOMEDUSA

http://www.youtube.com/watch?v=MmP2n78aAjg&feature=related

COMO NASCEM OS SAPOS

http://www.youtube.com/watch?v=OZkGfh1V-e8&feature=related

E os bichos se transformam

Revista CHC | Edição e-os-bichos-se-transformam


Entenda o processo de metamorfose, pelo qual passam anfíbios e insetos
Por: Márcio Borges-Martins e Luciano de Azevedo Moura, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Publicado em 15/10/2003 | Atualizado em 03/08/2010
E os bichos se transformam
(Ilustração: Ivan Zigg).
Sapo de contos de fadas não pode ver uma princesa que logo fica assanhado. A todo custo, quer ganhar sua beijoca. Tudo para mudar radicalmente e virar príncipe encantado! Quanto aos sapos da beira do rio... eles não ganham beijos de ninguém! Mas, também, se transformam! Dos girinos que eram no início da vida passam a sapos! E tudo neles muda: do corpo ao comportamento. Essa transformação, que ocorre com outros anfíbios e insetos, tem nome: me-ta-mor-fo-se!

Mal saiu do ovo, a tartaruga corre para o mar. Será que um dia ela volta a essa praia? Se tudo correr bem, sim: as tartarugas marinhas sempre retornam ao lugar onde nasceram para colocar seus ovos. Mas não espere vê-la chegar como saiu, isto é, pequena e leve. Ao voltar, ela estará mudada. Pode ser uma tartaruga com cerca de meia tonelada!

Frente a esse tartarugão, vale qualquer exclamação de espanto, menos dizer: "Quem te viu, quem te vê! Passou por uma metamorfose, hein?!". Pela seguinte razão: a palavra metamorfose significa "mudança", "transformação". Mas nem todas as transformações pelas quais um ser vivo passa são chamadas assim!

Alterações no tamanho e no peso, como as que acontecem com as tartarugas marinhas, não são metamorfoses. Apenas as mudanças mais abruptas, que ocorrem após os primeiros estágios de desenvolvimento e que envolvem transformações radicais em um ser vivo -- da estrutura ao comportamento -- recebem esse nome.

Para você ter uma idéia, alguns animais sofrem transformações tão profundas que alguém poderia ver dois bichos da mesma espécie, um jovem e outro adulto, e pensar que são de espécies diferentes! O que, sem dúvida, é uma metamorfose e tanto!

Anfíbios e insetos estão entre os mais conhecidos bichos que realizam metamorfose. Sapos, rãs e pererecas, por exemplo, passam por uma transformação extraordinária: seu corpo, seu comportamento e até a forma como esses animais se relacionam com o meio em que vivem passam por uma reestruturação.

Não que eles virem príncipes ao serem beijados por uma princesa. Mas a mudança é tão radical quanto a das fábulas. Afinal, os girinos são larvas de sapos, rãs ou pererecas e não se parecem em nada com os bichos que irão se tornar quando adultos!
E os bichos se transformam 2
A vida da rã começa como girino. Nessa fase, o bicho é aquático, não tem patas e, sim, cauda. Mas, ao fim dela, tudo muda. Patas surgem, a cauda encolhe, o animal busca o solo (fotos: Fabio Colombini).
Suas características comprovam isso: em geral, os girinos são aquáticos. Estão em riachos, lagos, poças ou na água acumulada em bromélias, um tipo de planta. Têm, acredite, algo em comum com os peixes. Sim, com peixes!!! Adaptados a viver na água, os girinos possuem, no corpo, estruturas semelhantes às desses animais, como brânquias, que retiram o oxigênio da água. Por meio dela, eles respiram!Ao contrário de sapos, rãs e pererecas, essas larvas também têm tronco arredondado, sem patas e uma cauda longa e achatada nos lados, que serve para nadar! Seu intestino é proporcionalmente muito comprido e enrolado. Para se alimentar, há espécies que raspam as pedras e o fundo em busca de algas. Outras filtram a água e, assim, obtêm plâncton -- organismos que vivem dispersos ali -- e algumas são carnívoras.

Por falar em comida, uma das grandes diferenças entre girinos, sapos, rãs e pererecas está na boca. Embora o formato dela varie com a alimentação e a espécie, muitos girinos têm um bico feito de queratina -- substância que forma as unhas -- com pequenos dentes.

Basta que a fase de girino chegue ao fim, porém, para que a larva pareça cada vez mais com o sapo, a rã ou a perereca que será no futuro! Nessa hora, diferentes tipos de hormônios -- substâncias especiais produzidas por glândulas ou tecidos -- entram em ação para controlar as mudanças. E são muitas que ocorrem!
Revista CHC | Edição e-os-bichos-se-transformam

Cauda que encolhe, pata que cresce

Saiba passo-a-passo como a metamorfose acontece!
Por: Márcio Borges-Martins e Luciano de Azevedo Moura, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Publicado em 15/10/2003 | Atualizado em 03/08/2010
O desenvolvimento de patas -- em geral, primeiro as traseiras -- é sinal óbvio de que a metamorfose está em andamento. Nesse período, várias estruturas do corpo do girino começam a sumir, enquanto outras aparecem. A cauda diminui pouco a pouco. O intestino se torna mais curto e se divide em regiões. Os pulmões se desenvolvem, as brânquias se atrofiam. A boca muda totalmente e o esqueleto é reestruturado. Patas dianteiras aparecem, a cauda continua a sumir e o anfíbio...

... Ele, que vivia só na água, se aventura no solo, agora como um sapinho. Uma nova etapa começa em sua vida! O anfíbio precisa assumir seus novos hábitos: cavar tocas -- pois é, quem diria: sapos cavam! --, escalar árvores, caçar insetos, cantar para atrair uma fêmea na beira da lagoa... Mas o período é crítico para quem está no meio da metamorfose! O animal está muito vulnerável! Afinal, um girino com patas não nada tão bem quanto um que não as tem, assim como um sapinho com cauda não pula longe. Os predadores, porém, estão em plena forma. Por isso, a metamorfose precisa ser rápida.

Além dos anfíbios, outros animais sofrem transformações fantásticas ao longo da vida. Por exemplo, a lagarta que come incansavelmente as folhas de uma planta do jardim em que você brinca. Essa comilona é a forma jovem da borboleta. Ela, que nem asas tem, vira um bicho capaz de voar graças à metamorfose!

A lagarta é a larva da borboleta e, quando sai do ovo, tem duas funções: comer e crescer. Por isso, ela não pode fazer regime! À medida que se alimenta, cresce e realiza mudas. Isto é, troca a camada externa do seu corpo para acompanhar seu crescimento.

Depois de crescer e se alimentar bastante, a lagarta transforma-se em pupa. Agora, ela não precisa mais comer e está protegida em um casulo, onde ficará por alguns dias ou vários meses, dependendo da espécie. Dali a borboleta sairá, ainda com o corpo mole e as asas amassadas. Mas, em questão de horas, seu corpo irá endurecer e ganhar cor, suas asas irão tomar forma e se fortalecer. E a borboleta, adulta, terá pela frente poucas semanas para cumprir sua missão: se reproduzir e pôr ovos.

Esse processo de transformação que acontece com a borboleta é chamado metamorfose completa. Ele é visto em outros insetos também, como besouros, moscas, abelhas e mariposas. Bichos como baratas, percevejos ou gafanhotos, por outro lado, realizam a chamada metamorfose incompleta.

Talvez você já tenha visto alguma barata ou algum gafanhoto que não voava. Esse inseto era incapaz de alçar vôo porque estava na fase jovem e suas asas não estavam desenvolvidas totalmente. Era uma ninfa. Isto é, uma forma imatura, mas parecida com o inseto adulto, que ocorre na metamorfose incompleta! Menores do que os adultos, as ninfas têm bocas e olhos semelhantes aos deles e a mesma alimentação.

A cada muda, as ninfas se tornam mais parecidas com os adultos. Para conferir, busque alguma no seu quintal! Se não houver uma lá, ainda há chance de você encontrar outro bicho passando por uma transformação digna de filmes de ficção científica!

Márcio Borges-Martins e
Luciano de Azevedo Moura,

Museu de Ciências Naturais,
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

 
Características Principais:


Peso: 400 gramas (macho) e 1,5 kilos (fêmea);

Comprimento: Macho ( 12 cm aproximadamente) e fêmea (25 cm aproximadamente);

Reprodução: A fêmea põe 30 mil avos por ano (aproximadamente).


Fonte: http:// suapesquisa.com/ecologiasaude/anfibios/



Anfíbios
Representados por sapos, rãs e pererecas ( em geral, terrestres), salamandras (terrestres ou de água doce) e cecílias ou cobras-cegas (encontrados em solo úmidos), foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre, principalmente graças á presença de pulmões e de dois pares de patas (ou pernas) , mais ainda são dependentes da água ( daí o nome do grupo: anfi = duplo; bio= vida), sobretudo em relação a reprodução com uma larva aquática, chamada de girino.
Em geral a pele é lisa, sem escamas, mantida úmida graças a glândulas mucosas, assim ela tem o papel importante na respiração do animal adulto. Presa na extremidade anterior da boca, a língua é usada na captura de insetos e outras presas, a cavidade nasal comunica-se com a bucal através das coanas, o que permite a entrada de ar mesmo com a boca fechada. Muitos possuem glândulas paratóides, que se abrem nos lados da cabeça, atrás dos olhos e liberam veneno quando conmprimidas.
A fecundação geralmente é externa. O macho abraça a fêmea e, á medida que ela elimina os óvulos, ele lança os espermatozóides. Do ovo forma-se o girino, larva com cauda, sem pernas e de respiração branquial. Ele evolui para o estado adulto passando por metamorfoses, que no caso dos sapos implicam a regressão da cauda e das brânquias e o desenvolvimento das pernas e dos pulmões.
Os anfíbios são divididos em 3 ordens:
Anura: ( anuros, sapos, rãs e pererecas) possuem pernas, mas não cauda.
Urodela: (urodelos, salamandras e tritões) possuem pernas e caudas ( em algumas espécies de salamandras, a larva chamada de axolote, não termina a metamorfose e forma um indivíduo sexualmente maduro.
Gymnophiona (gymnofionos ou apodes; cecílias) apresentam corpo alongado e sem pernas.


  

 

 





INFORMAÇÕES:
SAPO-DE-FLORESTA
Rhinella ornata

Foto: Germano Woehl Jr.
Local: Corupá - SC
Data: 18/01/2001



TAMANHO:
 83 mm (fêmea)

OCORRÊNCIA: Serra do mar e litoral da região sul e sudeste

ESTRATÉGIA DE REPRODUÇÃO: Desova em lagoas temporárias e permanentes. Os ovos ficam protegidos num cordão de gel com alguns metros de comprimento que é enrolado na vegetação aquática.

Repare também a diferença da desova do sapo comum (Rhinella icterica) onde os ovos estão em fileira dupla, enquanto na desova deste os ovos estão em fileira única.

Ao contrário do sapo-comum, esta espécie de sapo não é muito comum em áreas urbanas, ele costuma viver no meio da floresta sobre as folhas caídas em decomposição. Sua coloração confunde-se com este ambiente. É possível encontrá-los próximos de residências rurais ou postes com lâmpadas quanto há áreas com floresta nas imediações. Nestes casos eles adquirem o hábito de capturarem insetos atraídos pela luz, como faz o sapo-comum (Rhinella icterica).
 Ele é bem mais arisco do que o sapo-comum. Na época de procriação, agosto e setembro, eles se dirigem para as lagoas e neste período tornam-se presas fáceis para seus predadores naturais, sobretudo para os morcegos. Os desmatamentos são responsáveis pelo declínio de sua população.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

mais informações nos sites

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/caracteristicas/extincao-dos-dinossauros-3.php

http://chc.cienciahoje.uol.com.br/noticias/arqueologia-e-paleontologia/megadinossauro-brasileiro?searchterm=morte+dos+dino




Terreno em erosão com o registro da passagem do Cretáceo para o Terciário.
A extinção K-T ou evento K-T foi uma extinção em massa ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretáceo (K) e o início do período Terciário (T). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. O registo estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies que foram extintas coincide com um nível rico em irídio (o nível K-T), um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extra-terrestres ou a fenômenos vulcânicos. Há várias teorias para explicar a extinção K-T, mas a mais aceita até então é a que justifica a catástrofe como resultado da queda de um asteróide.

IMPACTO NA BIODIVERSIDADE


O tarbossauro foi um dos gêneros que se extinguiram no evento K-T.
A extinção K-T, apesar de não ser a maior extinção em massa do registo geológico, é a mais conhecida devido ao desaparecimento dos dinossauros. Este evento vitimou cerca de 26% das famílias existentes, tanto de organismos terrestres como marinhos que desapareceram ao mesmo tempo. Os grupos mais afectados foram os répteis e os moluscos. Segue-se uma lista dos grupos que se extinguiram no final do Cretáceo:
Dinossauros: foram as vítimas mais conhecidas desta extinção; todo o grupo desapareceu da Terra. Plesiossauros: répteis pré-históricos marinhos; grupo eliminado; Pterossauros: répteis pré-históricos voadores; grupo eliminado; Mosassauros: répteis escamados marinhos; grupo eliminado; Extinção: extintas as ordens Enantiornithes e Hesperornithiformes; o grupo sobrevive até os dias de hoje como os únicos descendentes diretos dos dinossauros. Entretanto a longa escala de evolução que ocorreu nos últimos milhões de anos apagou a maior parte das semelhanças que deveriam existir entre as Extinção atuais e os dinossauros; Rudistas: molusco bivalves construtores de recifes; grupo eliminado; Amonites: cefalópodes de concha espiralada; grupo desaparecido; Belemnites: cefalópodes com rostrum em forma de bala; grupo desaparecido.
Para além destes grupos, desapareceram também muitas famílias de foraminíferos, equinodermes, corais e esponjas. Mas a extinção de animais e vegetais não foi o único impacto deste evento na biodiversidade. Os desaparecimentos possibilitaram a radiação adaptativa dos grupos que sobreviveram nos nichos ecológicos que ficaram vagos. O melhor exemplo deste fenómeno foi a explosão de diversidade dos mamíferos, que até então eram animais de pequeno porte, solitários e noturnos.

TEORIAS

Existem muitas teorias que tentam explicar a extinção ocorrida há mais ou menos 65 milhões de anos, mas nenhuma foi, até hoje, totalmente comprovada.

IMPACTO COM ASTERÓIDE


É provável que o choque de um asteróide com a Terra tenha sido responsável pela Extinção K-T há 65 milhões de anos
O físico estado-unidense Luis Walter Alvarez foi o primeiro a propôr que os dinossauros teriam morrido devido a um grande impacto. Essa idéia evoluiu e atualmente a hipótese de que um asteróide tenha caído na Terra desponta como a melhor teoria para explicar o fim dos dinossauros. O primeiro indicativo de que essa teoria estaria correta surgiu em 1978 com a descoberta de uma fina camada de irídio nas rochas que se formaram no fim do período Cretáceo. O irídio é um elemento raro encontrado com freqüência em asteróides e cometas. O segundo indicativo a favor dessa teoria veio com a descoberta de uma enorme cratera soterrada em Chicxulub, México, medindo cerca de 180 quilômetros de diâmetro. Ao que tudo indica, o asteróide que caiu no México tinha mais de 10 quilômetros de diâmetro e o impacto dele com a Terra liberou energia equivalente ao de 5 bilhões de bombas atômicas como a usada sobre Hiroshima em 1945. Um impacto dessas dimensões teria erguido poeira e terra suficientes para tapar a luz do Sol durante anos, matando assim a maior parte das espécies vegetais que necessitam fazer fotossíntese para sobreviver. Sem os vegetais os dinossauros herbívoros acabaram morrendo de fome e sem estes para se alimentar, os carnívoros morreram também. Essa reação em cadeia teria causado a extinção total dos dinossauros.
Embora bastante consistente, a teoria da queda de um asteróide na Terra há 65 milhões de anos pode não estar correta. Pesquisas recentes demonstraram que o asteróide que supostamente teria matado os dinossauros caiu 300 mil anos antes do grande extermínio.
Também existe a possibilidade de que milhares de anos depois da queda do asteróide na América do Norte outro asteróide tenha se chocado com o planeta, mas dessa vez o impacto teria sido no oceano e, por isso, os seus vestígios ainda não foram encontrados. Dependendo do tamanho desse suposto segundo asteróide, o impacto no oceano teria causado imensas tsunamis que teriam varrido a costa de vários continentes e concluído com o extermínio dos dinossauros.
Em 1987 foi encontrada uma cratera submarina conhecida como cratera da Nova Escócia. É completamente improvável que exista uma relação entre esta cratera e o desaparecimento dos dinossauros, mas a descoberta serviu para motivar alguns cientistas a acreditar na hipótese de que dois asteróides tenham se chocado com a Terra e não apenas um.

QUEDA DE COMETA (NÃO ASTERÓIDE)


Região da Sibéria atingida por um cometa em 1908
Se o que matou os dinossauros foi uma rocha vinda do espaço isso não significa que tenha sido um asteróide pesado e massivo. Na verdade, pode ter sido uma chuva de cometas. Essa possibilidade é decorrente da ausência de uma cratera proveniente de um impacto no exato momento em que os dinossauros teriam sido extintos. De fato, as crateras já encontradas são datadas de muitos milhares de anos antes da extinção dos dinossauros, o que leva a crer que o que matou os dinossauros (ou pelo menos, o que finalizou o extermínio dos mesmos) não formou uma cratera. Se foi um cometa e não um asteróide, existe uma grande possibilidade de este ter explodido violentamente na atmosfera antes de tocar no chão. Essa explosão é suficiente para causar um grande estrago, dependendo diretamente do tamanho e da composição do cometa. No entanto, esse tipo de fenômeno é muito raro. A última vez que isso teria acontecido foi em 1908, quando 18 quilômetros de floresta foram destruídas na Sibéria, no que ficou conhecido como Evento de Tunguska.
Se um cometa sozinho é capaz de destruir uma floresta inteira, é provável que uma imensa chuva desses cometas tenha sido capaz de varrer o mundo inteiro, causando uma devastação equivalente àquela que matou os dinossauros. A presença de irídio nas rochas do fim do Cretáceo é facilmente explicada por essa teoria. Levanta-se, então, a questão da causa de tal chuva de cometas e de onde vieram esses objetos, já que grandes cometas são relativamente raros e solitários no Sistema Solar. Em todo o espaço ao redor do Sol, uma tal concentração de cometas ocorre apenas na Nuvem de Oort - uma região muito afastada do Sistema Solar e com pouca interação com a gravidade da nossa estrela ou dos demais planetas conhecidos. Nenhum fenômeno ou corpo celeste conhecido atualmente poderia ter arremessado tantos milhões de cometas da Nuvem de Oort contra o interior do Sistema Solar (onde a Terra e os demais planetas estão situados), entretanto, existem três teorias paralelas que poderiam explicar isso:
O Sol pode ter uma escura e pequena estrela companheira ainda não detectada, chamada Nêmesis, e que o circunda num período de muitos milhões de anos. Em algum momento, ao longo de sua órbita, a estrela passaria pela Nuvem de Oort enviando, através da ação de seu campo gravitacional, bilhões de cometas para o Sistema Solar, muitos milhões dos quais acabariam atingindo a Terra. No entanto, é muito improvável que o Sol tenha uma estrela companheira ainda não detectada, por mais escura e pequena que seja. Existindo, algum vestígio dela já deveria ter sido encontrado.
Outra possibilidade semelhante é a existência de um grande planeta muito distante e ainda não detectado, denominado Planeta X, cuja órbita passaria por baixo e por cima da Nuvem de Oort a cada muitos milhares de anos (caracterizando uma órbita variante). Em algum momento, estas variações na órbita teriam feito o planeta atrExtinçãosar a Nuvem de Oort, arremessando bilhões de cometas para o Sistema Solar, muitos (talvez milhões) dos quais poderiam atingir a Terra. A existência desse planeta, entretanto, ainda não foi comprovada.
A hipótese mais provável é a de que cometas apareçam em imensa quantidade no Sistema Solar quando o Sol, em seu percurso ondulante ao redor do centro galáctico, atrExtinçãosa o mediano da Via Láctea, a região que marca a linha reta em relação ao centro. Isso ocorre a cada 33 milhões de anos e pode trazer problemas. Segundo os cientistas, o mediano é cheio de estrelas, asteróides, cometas e poeira interestelar.
Como é possível observar, o maior problema da teoria que acusa os cometas como os responsáveis pelo extermínio dos dinossauros é que ela depende da veracidade de outras teorias menores como base, e a veracidade das mesmas ainda não foi comprovada.

ERUPÇÕES VULCÂNICAS

Uma outra teoria consistente é a de que grandes erupções vulcânicas tenham ocorrido há 65 milhões de anos e tenham durado por milhares de anos. Nesse tempo, mares de lava basáltica teriam sido expelidos através da crosta terrestre na faixa de terra que forma hoje o planalto de Deccan, no centro da Índia. As erupções teriam liberado gases e poeira suficientes para envenenar toda a atmosfera, impedindo que a luz do Sol alcançasse a superfície do planeta. Essa catástrofe natural teria causado um estrago semelhante ao de um asteróide, sendo que a extinção das espécies ocorreria na mesma ordem da cadeia alimentar: primeiro, morrem os vegetais, que sem a luz do Sol não conseguem realizar fotossíntese, depois, os dinossauros herbívoros que se alimentavam dos vegetais e, em seqüência, os dinossauros carnívoros que se alimentavam dos dinossauros herbívoros.
Essa teoria também é fruto da descoberta de irídio em rochas do fim do período Cretáceo já que no interior da Terra o irídio está presente em pequenas quantidades e normalmente não sobe à superfície a menos que ocorram erupções vulcânicas.

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS


Violentas mudanças climáticas poderiam ter sido responsáveis pelas extinções em massa ocorridas há 65 milhões de anos
Outra teoria divergente propõe que violentas mudanças no clima, durante as quais houve uma queda acentuada na temperatura global, teriam causado a inundação de longas áreas de terra e a morte súbita de espécies vegetais sensíveis a essas mudanças climáticas. Com estas inundações, centenas de espécies tiveram que migrar para novas áreas que, provavelmente, não comportavam condições para a sua sobrevivência. Muitos dinossauros nem sequer puderam migrar, pois, os campos onde viviam foram alagados por completo, por todos os lados. A maior parte da vida vegetal foi gravemente afetada, levando os dinossauros que conseguiram escapar das áreas inundadas a morrer por falta de comida.
Essa teoria generaliza demais os aspectos da extinção K-T e por isso não tem sido muito aceite. Não se pode comprovar que tantas espécies vegetais morreriam devido a uma mudança no clima e, mesmo que a maioria morresse, acredita-se que algumas espécies pudessem sobreviver e continuar servindo de alimento para alguns dinossauros herbívoros que não teriam morrido com as alterações no clima, já que muitos viviam em regiões altas que não foram alagadas. Outro facto importante é que muitos dinossauros eram grandes o suficiente para se proteger do frio e até mesmo do calor, se fosse o caso.

DUAS CATÁSTROFES DISTINTAS

A descoberta de que a extinção dos dinossauros teria ocorrido milhares de anos após a queda do asteróide obrigou, contudo, a reconsiderar todas as teorias alternativas anteriormente propostas.
Surge então uma nova hipótese, atualmente muito mais aceita do que as demais, segundo a qual o asteróide não teria, só por si, levado ao desaparecimento dos dinossauros, mas teria agido em conjugação com outro fenómeno distinto, cuja acção se manifestou apenas milhares de anos mais tarde. De facto, é muito provável que após a queda do asteróide, alterações climáticas significativas que se teriam verificado tenham concorrido para o desaparecimento das restantes espécies animais e vegetais. Esta "nova" hipótese explicativa corresponde de facto à "união" de outras duas teorias pré-existentes.

OUTRAS TEORIAS

Dentre as teorias que não acusam fenômenos naturais como uma causa para o fim dos dinossauros a mais provável é a de que pequenos mamíferos onívoros (omnívoros) teriam surgido no fim do período Cretáceo e se proliferado rapidamente, como uma praga de gafanhotos. Tais mamíferos se alimentariam de ovos de dinossauro, vegetais, frutas e pequenos lagartos. À medida que esses pequenos animais iam se proliferando e comendo mais ovos e mais vegetais, o crescimento de sua população acelerava, começando uma devastação sem precedentes. Se isso de fato ocorreu, a multiplicação dessa espécie teria que ter sido suficientemente rápida para suprir qualquer forma de defesa evolutiva dos dinossauros ou dos vegetais do fim do Cretáceo. Esses pequenos mamíferos teriam consumido florestas e espécies inteiras de vegetais tirando dos dinossauros herbívoros boa parte do seu alimento. Como eram onívoros, ao comerem pequenos animais e ovos de dinossauro, teriam terminado por exterminar boa parte das formas de vida daquela época.
Essa teoria não foi muito assimilada porque alguns continentes estavam separados por oceanos. Não havia, contudo, meio de atrExtinçãosarem o mar para se proliferar por todas as regiões do globo, a menos que voassem, mas nesse caso teriam de ser Extinção e não mamíferos. Outro detalhe importante é que não foram encontrados esqueletos fósseis destes animais. Mesmo que fossem muito pequenos para que seus ossos resistissem até hoje, já teriam sido encontrados vestígios alternativos de uma superpopulação de mamíferos no fim do Cretáceo. Uma vez que não se encontram fósseis, não se pode provar que tenham existido. É reconhecido que as espécies mamíferas daquele tempo que já se conhecem não teriam capacidade para exterminar os dinossauros.
Outra teoria menos provável que as anteriores propõe que uma estrela próxima teria explodido e liberado feixes mortais de raios-X que teriam atingido a Terra. Só que essa teoria tem um problema: se feixes de raio-X atingissem o planeta nessa proporção não teríamos "apenas" 2/3 da vida na Terra extinta mas muito mais, quem sabe 3/4 ou 4/5. Além disso, em décadas de pesquisas espaciais não foram encontrados vestígios de nenhuma estrela próxima que tenha explodido há mais ou menos 65 milhões de anos e, mesmo que se encontre, isso não significa que tenha "bombardeado" a Terra com feixes mortais de raios-X.

TEORIAS OBSOLETAS

Outras cinco teorias muito estudadas há décadas atrás são atualmente consideradas obsoletas:
Uma das teorias menos prováveis é a que propõe que houve um enorme desequilíbrio entre espécies carnívoras e herbívoras, de modo que a ação predatória dos carnívoros tenha exterminado os herbívoros lentamente. No fim, os carnívoros acabaram morrendo de fome pois não havia mais herbívoros que lhes servissem de alimento. É muito difícil acreditar que os carnívoros tenham comido todos os herbívoros a uma escala global, além de que não há indícios desse desequilíbrio entre populações.
A teoria menos provável entre as cinco aqui apresentadas é a de que ocorreu uma superpopulação de dinossauros que, pela sua multiplicação, tornariam os recursos cada vez mais escassos. Teria chegado um momento em que a população era tão grande que a competição e os níveis de pressão dos bandos não permitiam que os dinossauros se reproduzissem ou cuidassem de seus filhotes. Não há prova alguma de que houve uma superpopulação de dinossauros no fim do período Cretáceo. Mesmo se assim fosse, a teoria não é considerada consistente.
Uma outra teoria sugere que a evolução dos dinossauros acabou "produzindo" criaturas desajeitadas demais e muito vulneráveis aos perigos do meio. Essa teoria tem como base o surgimento de dinossauros com cabeças enormes e golas no pescoço no fim do período Cretáceo. Entretanto, os cientistas provaram que essas características tinham a sua utilidade, não tornando o dinossauro mais vulnerável aos perigos. O tiranossauro rex, por exemplo, possuía uma cabeça enorme, o que talvez lhe dificultasse a locomoção, mas isso permitia que engolisse grandes quantidades de carne de uma só vez e matasse suas vítimas com uma só mordida. Há ainda uma hipótese de que, por um processo de evolução, os vegetais tenham se tornado venenosos ou tenham perdido as substâncias necessárias para a alimentação dos dinossauros herbívoros que acabariam morrendo de fome ou morrendo envenenados. Essa teoria foi derrubada pelos estudos mais recentes sobre a co-evolução das plantas e dos dinossauros herbívoros. Está comprovado realmente que as plantas não ficaram venenosas nem perderam quaisquer substâncias nutritivas. A última das teorias consideradas obsoletas poderia até ser considerada verdadeira se os continentes não estivessem separados por oceanos. Propõe-se que uma epidemia mundial tenha extinguido todas as espécies de dinossauros. É, no entanto, pouco provável que uma só doença matasse tantas espécies diferentes. De fato, se houve uma epidemia que matou todos os tricerátopos não significa que ela tenha atingido também os paquicefalossauros ou outros. De qualquer forma, essa teoria não explicaria o desaparecimento conjunto de espécies vegetais e outros animais. Além disso, para se espalhar por todo o mundo, o vírus ou a bactéria causador da doença precisaria atrExtinçãosar o oceano para poder infectar mais animais, o que seria extremamente difícil de acontecer.

RELAÇÃO COM UFOLOGIA

A extinção dos dinosssauros tem uma vaga relação com a ufologia. Alguns ufólogos e cientistas dizem que o extermínio dos dinossauros teria sido causado por uma civilização extraterrestre hostil interessada nos abundantes recursos do nosso planeta. Essa teoria poderia até explicar a presença de irídio nas rochas formadas no fim do Cretáceo, já que esse elemento é mais freqüentemente encontrado no espaço exterior. No entanto, ainda não se provou a existência de extraterrestres, pelo que a ciência não se pode pronunciar sobre tal hipótese.

FICÇÃO CIENTÍFICA E CINEMA

O cinema e a ficção científica desde sempre que se interessaram por temas de difícil explicação. No caso da extinção ocorrida no fim do Cretáceo, podemos referir filmes como Armageddon e Impacto Profundo que apresentam como certa a teoria da queda de um asteróide - a mais provável de todas, como visto anteriormente.
Há ainda alguns filmes de fantasia que fazem referência ao fim dos dinossauros. Um bom exemplo disso é o filme Reino de Fogo que conta a história de uma espécie de dragão pré-histórico que teria se multiplicado aos milhões no fim do Cretáceo, queimando florestas e continentes inteiros em busca de alimento. Quando, finalmente, as espécies animais e vegetais se extingüiram, os dragões ficaram sem alimento, passando a comerem uns aos outros até que uns poucos, restantes, adormecessem em cavernas subterrâneas aguardando que o planeta fosse repovoado para que voltassem a se alimentar. O filme não propõe, de fato, uma teoria (nem essa é a função de um filme de ficção), até porque a existência de dragões na pré-história continua sendo ficção, mas a possibilidade de uma espécie ainda desconhecida ter exterminado boa parte da vida na Terra há 65 milhões de anos atrás é uma teoria relativamente consistente.
Fonte: pt.wikipedia.org

Dinossauros e os Processos de Extinção em Massa

A ligação entre os dinossauros e a Astronomia existe quando falamos dos processos de extinção em massa que já ocorreram tantas vezes no nosso planeta. Durante a existência da Terra vários fenômenos têm provocado ciclos de extinção da vida e violentas transformações no nosso planeta. Os geólogos e geofísicos que estudam estes fenômenos têm proposto várias teorias para explicar o que deve ter acontecido. Algumas envolvem processos catastróficos ocorridos no cenário da Astronomia. Asteróides colidindo com a Terra: Meteoritos
Existem alguns asteróides que têm órbitas situadas fora do cinturão de asteróides. Alguns têm órbitas que cruzam a órbita da Terra e alguns acabam penetrando na nossa atmosfera, quando são chamados de meteoros, entrando em combustão devido à fricção com a atmosfera terrestre e sendo destruídos antes que causem algum tipo de catástrofe. No entanto, alguns conseguem colidir com a superfície da Terra. Um grande asteróide poderia sobreviver a este atrito através da atmosfera e colidir com a superfície do nosso planeta. Quando isto acontece, chamamos este objeto de meteorito. O resultado desta colisão varia de acordo com o tamanho do objeto que cai. Muitos simplesmente passam despercebidos. Outros são capazes de criar enormes crateras de impactos. Conhecemos várias destas crateras na superfície da Terra.

O que aconteceu?

Há 65 milhões de anos atrás, no final do período Cretáceo, uma grande parte das famílias de plantas e animais foram, subitamente, extintos na Terra. O que aconteceu? Hoje, paleontólogos realizam escavações que comprovam que um processo repentino destruiu grande parte da vida na Terra. Algo aconteceu de modo súbito. Não foi apenas um fato isolado que determinou que grandes espécies de animais e de plantes terminassem abruptamente o seu ciclo de vida. Foi o fato e todas as conseqüências geradas por ele que determinaram a extinção de todos os animais terrestres com mais de 25 quilogramas, bem como vários outros organismos menores. Esta extinção das espécies é conhecida como extinção Cretáceo-Terciário ou Extinção K-T. Por que K-T? A letra "K" é a inicial da palavra alemã "Kreide" que significa "giz", e descreve a camada sedimentária de calcáreo proveniente daquela época, enquanto que a letra "T" representa "terciário", o período geológico seguinte. A extinção K-T eliminou os dinossauros, pterossauros, plessiossauros, mossassauros, algumas famílias de pássaros e mamíferos marsupiais, mais da metade dos grupos de planctons, várias famílias de peixes, esponjas, etc. Mas afinal, o que pode ter causado uma devastação tão grande? Uma das teorias propostas está intimamente ligada à Astronomia.

A Teoria de Alvarez do Impacto do Asteróide

Existem várias teorias sobre porque a extinção K-T ocorreu. Uma delas, amplamente aceita, foi proposta, em 1980, pelo físico Luis Alvarez, da University of California, Berkeley, e seu filho, o geólogo Walter Alvarez. Em 1980 Alvarez encontrou uma camada de irídio em sedimentos que datavam da época do final da extinção doCretáceo.
A fotografia, obtida por Walter Alvarez, mostra um estrato nos montes Apeninos, na Itália, em que podemos ver a camada de irídio. Ela é a faixa de cor escura que está no centro da imagem. O seu tamanho é bastante estreito, como pode ser visto a partir da comparação com a moeda de 1/4 de dólar que foi colocada sobre ela. O fato notável é que a faixa de irídio está situada entre uma placa de pedra calcárea branca, situada abaixo dela, e que provém da era Mesozoica e a faixa de pedra calcárea acinzentada, acima da camada de irídio, que provém do início da era Cenozóica. O irídio é raro na Terra mas existe concentrado em meteoros e cometas. Isto levou Alvarez a propor uma teoria onde um enorme meteorito, com um diâmetro possível entre 6 a 15 km, teria colidido com a Terra há cerca de 65 milhões de anos atrás. O irídio encontrado seria resíduo deste asteróide.

Uma terrível sequência de eventos

Vejamos o que aconteceu naquele fatídico dia.
Um asteróide com um diâmetro entre 6 e 15 km se aproxima da Terra. Infelizmente nosso planeta estava no caminho e naquela época não havia diretores de cinema de "hollywood" para destruir o invasor. O impacto é inevitável. Por se tratar de um asteróide que está na rota da Terra ele passa a ser designado de meteoróide. Não que isto faça qualquer diferença para o planeta, mas é desta forma que a Astronomia classifica estes objetos.
O meteoróide entra na atmosfera da Terra e, para a Astronomia, passa a ser um meteoro. Sua velocidade é enorme, provocando um gigantesco deslocamento de ar e violento estrondo sônico. Ele está completamente incandescente devido ao atrito com as móleculas do ar. Ao deslocar-se pela atmosfera o meteoro espalha resíduos incandescentes durante toda a sua trajetória.
Sua passagem pela atmosfera é muito rápida. Logo ele colide com a superfície da Terra. Para a Astronomia ele passa a ser um meteorito. Para a vida que existe na Terra, ele passa a ser uma catástrofe. O impacto é enorme. Ele penetra na crosta da Terra e o impacto da colisão produz uma enorme onda sísmica que varre todo o planeta. Poeira e fragmentos de espalhamento são lançados na atmosfera. Os resíduos incandescentes do meteorito e o superaquecimento do ar na região provocam enormes incêndios. Uma violentíssima onda de choque varre a superfície do planeta como se ele estivesse sofrendo a explosão simultânea de várias bombas nucleares. O calor gerado pelo impacto é transportado por esta onda explosiva e incinera todas as formas de vida que estiverem no seu caminho. O deslocamento de ar provoca enormes tempestades com ventos supersônicos destruindo tudo a seu alcance. Quando a queda ocorre no mar, enormes tsunamis, ondas com quilômetros de altura, varrem os oceanos.
A colisão provoca uma grande onda sísmica que percorre o interior do planeta. Seus reflexos são sentidos no lado oposto àquele onde houve a colisão. Estas ondas dão origem a erupções vulcânicas por todo o planeta. Enormes quantidades de fuligem e matéria vulcânica são lançados na atmosfera. O planeta se transforma em um caos. O material vulcânico, principalmente enxofre, lançado na atmosfera provoca mudanças químicas nesta. Há uma crescente concentração de ácido sulfúrico, ácido nítrico e compostos de fluoretos.
A poeira e os resíduos lançados na atmosfera permanecem em suspensão por bastante tempo. O enxofre ao reagir com elementos da atmosfera e produzir ácido sulfúrico, cria um névoa densa que se espalha por todo o planeta. Esta névoa bloqueia a luz do Sol por meses seguidos. Há uma queda abrupta, em cerca de 10 a 17o C, da temperatura em todo o planeta.
Os organismos que não conseguem se adaptar às súbitas mudanças de luminosidade e temperatura logo morrem. Como a energia das plantas é proveniente do Sol elas são as primeiras a serem afetadas pelas mudanças no clima. Várias famílias de fitoplanctons e plantas são logo são exterminadas e, conseqüentemente, os níveis de oxigênio na Terra diminuem, dramaticamente. Os organismos que são incapazes de lidar com estes níveis baixos de oxigênio são sufocados e morrem. A cadeia alimentar sofre severas consequências. As plantas são as primeiras a desaparecer e os animais herbívoros que se alimentavam delas logo morrem de fome. No topo da cadeia alimentar os animais carnívoros, tendo perdido suas presas, passam a se devorar e, finalmente, morrem. Suas enormes carcassas forneceram alimento durante algum tempo para os animais menores.
Este quadro dramático deve durar bastante tempo. O suficiente para que as espécies existentes desapareçam.

Em que lugar o meteorito caiu?

Existem várias crateras de impacto sobre a superfície da Terra. No entanto, o impacto ocorrido a 65 milhões de anos e que deu origem a esta grande tragédia deveria ser uma cratera muito especial. Embora tenha havido grande procura, nada havia sobre a superfície da Terra que justificasse um impacto desta ordem. Finalmente ela foi encontrada, sob a superfície do mar. Esta cratera, chamada Chicxulub, está na ponta da península de Yucatán, no Golfo do México. Ela tem 180 km de largura e 1600 metros de profundidade. Os estudos feitos no local datam esta cratera em 65 milhões de anos, o que coincide com o período de extinção em massa que estamos comentando. Grandes quantidades de enxofre foram encontradas no solo de Chicxulub dando crédito à hipótese de que o ácido sulfúrico disperso na atmosfera ocasionou chuvas ácidas naquele local. Além disso, por toda a região do Golfo do México há indícios de tsunamis do período K-T.

Existiram outras extinções em massa na história do nosso planeta?

Conhecemos hoje pelo menos 10 eventos de extinção em massa no nosso planeta. Vamos listar os 5 maiores eventos:
Final do período Ordoviciano: há, aproximadamente, 435 milhões de anos atrás
Perto do final do período Devoniano: há, aproximadamente, 357 milhões de anos atrás
Final do período Permiano: há 250 milhões de anos atrás.

Existem duas hipótese para esta extinção:

Acredita-se que esta extinção em massa está associada a enormes erupções vulcânicas que teriam ocorrido na região que hoje conhecemos como Sibéria. Estas erupções teriam durado cerca de 800000 anos, o que é um período bastante pequeno dentro dos padrões de tempo geológicos. As erupções lançaram poeira e partículas em suspensão na atmosfera que bloquearam a luz solar, causando um esfriamento global. Como conseqüência da queda de temperatura a água do mar ficou aprisionada como gelo nas calotas polares. O nível dos oceanos e mares interiores baixou significantemente, eliminando ou modificando os habitats marítimos.
Outra possibilidade é que uma supernova tenha explodido muito próxima ao Sistema Solar, banhando a Terra com a sua radiação e provocando a destruição da camada de ozônio que a protege. Isto seria suficiente para eliminar a vida sobre a Terra.
Perto do final do período Triássico: há198 milhões de anos atrás
Final do período Cretáceo: há 65 milhões de anos atrás
Perto do final do período Eocenico: há, aproximadamente, 54 milhões de anos
Embora nos choque a extinção dos dinossauros no evento do período Cretáceo esta não foi a pior devastação sofrida pelo nosso planeta. A mais devastadora de todas as extinções em massa foi aquela que ocorreu durante o período Permiano, quando acreditamos que 95% das espécies marinhas e 8 das 27 ordens de insetos que existiam foram dizimadas. A extinção do período Cretáceo é a melhor conhecida e nela os dinossauros, vários outros animais e plantas e até cerca de 75% de todas as espécies marinhas foram extintas.

Existem outras hipótese sobre a extinção em massa no período Cretáceo ou a queda de um asteróide é a única explicação plausível?

Há, na verdade uma outra hipótese. Embora o cenário geral da extinção em massa seja o mesmo existe a possibilidade de que a causa possa ser outra. Uma possibilidade é que os responsáveis sejam as imensas erupções vulcânicas que criaram os fluxos de lava do chamado "Decan Traps" na região que hoje é conhecida como a Índia. Uma outra possibilidade é que tenha havido a queda do meteorito e que as ondas de choque provenientes deste impacto tenham se propagado através da Terra e convergido no antípodo, sacudindo a crosta do planeta e iniciando os eventos vulcânicos. A diferença é que na teoria de Alvarez um grande meteorito provoca a catástrofe e os outros fatos são coadjuvantes à queda deste corpo celeste. Nesta outra teoria o impacto do meteorito é o coadjuvante, servindo apenas para disparar a seqüência de eventos que serão, eles sim, os fatores principais no processo de exclusão da vida. Neste segundo caso, a queda do meteorito poderia até ser um acidente local mas certas condições especiais da queda é que disparam o processo de erupção vulcânica que elimina a vida do planeta.
Fonte: www.on.br
Extinção dos Dinossauros
No final do Cretácio, à 65 milhões de anos, não só desapareceram os dinossauros completamente, mas também repteis voadores como por exemplo os pterosauros, e os repteis marinhos ichthyosauros e plesiosauros. De facto, entre 60 a 80 % dos animais de todas as espécies, incluindo muitas formas marinhas desapareceram. Muitas tartarugas, crodolilos e pássaros primitivos também desapareceram mas alguns sobreviveram para aparecer nas formas modernas.
Existem numerosas teorias sobre a extinção dos dinossauros. Mas durante os anos de 1980 uma forte evidência foi obtida para apoiar a ideia originalmente proposta por Luís Alvarez, que uma catástrofe global, causada por um impacto de um asteroid, cometa ou meteorito foi a responsável. Enormes quantidades de poeiras foram projectadas para a atmosfera, fazendo com que a Terra arrefecesse e escurecesse e que os animais de sangue frio como os dinossauros não pudessem sobreviver.
Suportando a teoria do impacto, cerca de 150 foram descobertas na terra. Uma das mais espectaculares é a Cratera Barringer no Deserto do Arizona, Estados Unidos da América.
A Cratera Barringer foi formada á cerca de 30,000 anos atrás( muito nova para ter a haver com a extinção dos dinossauros). Ela tem 7/10 milhas e 560 pés de profundidade, e foi causada por um meteorito de ferro com 200 pés de diâmetro, pesando um milhão de toneladas, deve ter atingido a Terra a uma velocidade de 30,000 milhas por hora e originou uma quantidade de energia equivalente ao engenho nuclear mais poderoso. Mas ela é pequena comparada com algumas velhas crateras.
O impacto responsável pela extinção dos dinossauros deve ter produzido uma cratera com pelo menos 100 milhas de diámetro. O Planeta inteiro mostra 3mm de espessura de rocha no nível apropriado( exactamente a fronteira entre o Cretácio e o Terciário), contendo muitas evidências do impacto:
Uma elevada concentração do elemento Iridium, que é raro nas rochas terrestres mas comun nos meteoritos. " Grãos de de quartzo, marcas coloridas são indicadores de um impacto violento. Aminoácidos raros são prova da origem extraterrestre.
Na América do Norte os 3 mm de camada fica abaixo cerca de 2cm de espessura, e é 46cm mais espessa em lugares perto do Haiti e Cuba, sugerindo que o impacto se sitou no Mar das Caraíbas. Esta camada contém muito vidro, mm e cm em diâmetro, que foi provávelmente formado durante o impacto. A rocha fundida deve ter sido ejectada, e deve ter regressado á Terra. A composição dessas camadas suderem um impacto no oceano.
Passados poucos anos os geólogos descobriram uma cratera submarina com 200 milhas de diâmetro ( A Cratera Chicxulub) , da idade correcta mas enterrada 2 Km abaixo de sedimentos, ao largo a da Península de Yucatan na América Central. Existem actualmente duas camadas, a última das quais na parte ocidental da América do Norte, sugestionando que existiram dois impactos, possívelmente diferentes partes do cometa que se partiram sob a influência do campo gravitacional do Sol. Foi estimado que depois da colisão que muita poeira foi enviada para atmosfera e que o planeta ficou completamente na escuridão durante um período de 1 a 3 meses. A fraca luz do sol causou a extinção de muitas plantas e animais. Os animais de sangue frio tais como os Dinossauros foram mais afectados do que os animais de sangue quente os mamíferos.
Os geologistas encontraram que a rocha na Cratera Chicxulub é rica em sulfúrio. Eles concluíram que o iumpacto pode ter produzido um nevoeiro de dióxido de sulfurico que pode ter causado a escuridão e chuvas ácidas para mais de uma década.
Durante um grande período de tempo era dificil acreditar nestas espectaculares colisões. Mas as crateras de impacto na maioria dos planetas e na Lua mostram a realidade. E em 1994 um cometa que se tinha partido em 13 pedaços chocou com o Planeta Júpiter. Isto fez com que a possibilidade de um cometa chocar com um planeta seja uma realidade. Contudo , nem toda as pessoas acreditam que este género de catástrofe acaba-se com os dinossauros.
Fonte: prehistoria.freewebpages.org

Megadinossauro brasileiro

Na maior escavação já feita no país, cientistas descobrem um dos últimos dinossauros do Brasil
Por: Cathia Abreu, Instituto Ciência Hoje/RJ.
Publicado em 01/10/2008 | Atualizado em 20/05/2010
Com até 3,5 metros de altura e 20 metros de comprimento, o Uberabatitan ribeiroi é o maior dinossauro já encontrado no Brasil (ilustração: Rodolfo Ribeiro).

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros descobriram, em Uberaba, Minas Gerais, fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que viveu há cerca de 65 milhões de anos: o Uberabatitan ribeiroi. Na maior escavação já feita no Brasil em busca de um animal pré-histórico, com duração de três anos, centenas de ossos foram encontrados, o que ajudou os cientistas a reconstituir a espécie e trazer à tona muitas revelações.

Considerado pelos pesquisadores o elo que faltava para explicar a história de vida na Terra e de como era o território brasileiro há milhões de anos, o Uberabatitan ribeiroi é uma das últimas espécies de dinossauro a habitar o Brasil. “Na época em que ele viveu, a Terra passava por bruscas mudanças ambientais, que conduziram à extinção dos dinossauros”, conta o paleontólogo Ismar de Souza Carvalho, do Departamento de Geologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista no estudo de formas de vida do passado e um dos responsáveis pelas escavações e pela descrição da nova espécie.

Uberabatitan ribeiroi viveu há 65 milhões de anos, em um período marcado por alterações ambientais no planeta que levaram à extinção dos dinossauros (ilustração: Ariel Milani Martine).

O Uberabatitan ribeiroi era um titanossauro: um tipo de dinossauro que deu origem a uma família de gigantes do período Cretáceo, que viveram entre 80 e 65 milhões de anos atrás e foram os maiores dinossauros que habitaram o Brasil. Titanossauros como o Uberabatitan ribeiroi tinham quatro patas e eram herbívoros: com o auxílio de seu longo pescoço, se alimentavam das folhas dos topos das árvores. Eles chegavam a atingir cinco metros de altura, vinte de comprimento e a pesar entre dez e dezesseis toneladas.

Com a palavra, as rochas!

Três esqueletos quase completos do Uberabatitan ribeiroi foram retirados de rochas depositadas em uma montanha de pedras, a 30 quilômetros do centro da cidade de Uberaba. Por meio de análises do solo, descobriu-se o período exato em que o dinossauro viveu, um dos dados mais importantes obtidos pelos pesquisadores.

“É como se as pedras falassem e os cientistas pudessem traduzir o que elas querem nos dizer”, compara Ismar de Souza Carvalho. No caso do Uberabatitan ribeiroi, por exemplo, as rochas forneceram muitas informações. Para você ter uma idéia, elas mostraram que a espécie viveu em um momento de transição, marcado por grandes mudanças na fauna e na flora do Brasil, por grandes inundações, além de longas temporadas de secas e devastação. Acontecimentos que datam de 65 milhões de anos, período em que os continentes da Terra – anteriormente unidos em um imenso bloco chamado Gondwana – se dividiam rapidamente. Por causa dessas mudanças, todo o planeta sofria alterações ambientais, o que acabou causando a morte de muitas espécies, como a do Uberabatitan ribeiroi.

Da rocha ao dinossauro completo

Na escavação do Uberabatitan ribeiroi, centenas de fósseis foram encontrados entre trezentas toneladas de rochas. Mais de trinta e sete ossos originais da espécie foram achados, além de fósseis de outra espécie importante, um dinossauro carnívoro chamado Abelissauro, que pela primeira vez foi registrado no Brasil.

Mas como os cientistas, a partir dos ossos, conseguem saber como era o dinossauro que viveu no passado? Montar esse quebra-cabeça não é tarefa fácil. Por isso, muitas pessoas foram envolvidas. Profissionais de informática, por exemplo, reconstituíram, no computador, os ossos que não foram encontrados, para que, assim, fosse possível saber como era o esqueleto completo do Uberabatitan ribeiroi. Técnicos especializados também fizeram cópias dos ossos originais para montar uma reconstituição do dinossauro, que você pode conferir de perto, caso more no Rio de Janeiro.

Do alto dos seus três metros e meio de altura, o Uberabatitan ribeiroi está exposto até o dia 24 de outubro de 2008 na Casa da Ciência, instituição ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (saiba mais detalhes lendo o quadro a seguir). Depois, segue para o Museu dos Dinossauros, localizado em Peirópolis, Minas Gerais. Seja na Cidade Maravilhosa ou no interior mineiro, não perca a oportunidade de ver esse exemplar fantástico da vida pré-histórica do nosso planeta!

Confira abaixo um vídeo em que os mascotes da revista Ciência Hoje das Crianças apresentam o maior dinossauro brasileiro:

Exposição do Uberabatitan ribeiroi
Casa da Ciência
Rua Lauro Müller, 3, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ.
Tel.: (21) 2542-7494
Aberta de terça a sexta, das 9h às 20h, e domingo, das 10h às 20h.

Cathia Abreu
Instituto Ciência Hoje/RJ.

 

A maior extinção da história da Terra

Há 250 milhões de anos, o choque com um asteróide exterminou diversas espécies!
Por: Bernardo Esteves, Instituto Ciência Hoje/RJ
Publicado em 13/03/2001 | Atualizado em 09/06/2010
Você talvez já tenha ouvido falar que os dinossauros, que por milhares de anos reinaram sobre a Terra, foram extintos provavelmente por causa do choque de um asteróide com a Terra. Isso aconteceu há cerca de 65 milhões de anos. Mas você sabia que, bem antes disso, por volta de 250 milhões de anos atrás, ocorreu uma outra grande extinção que também foi provocada pela queda de um corpo celeste na Terra? O fato aconteceu ao final do período geológico conhecido como Permiano, e é considerado a maior extinção em massa da história de nosso planeta!

A queda de um asteróide afetou o clima da Terra há 250 milhões de anos e provocou a extinção de muitas espécies de animais existentes na época.

Tente imaginar a cena: um grande cometa ou asteróide, com entre seis e doze quilômetros de comprimento, choca-se com a Terra - como sugere a ilustração acima. Mas não pense que esse corpo celeste só exterminou os bichos e plantas que estavam debaixo dele! Devido à queda do cometa ou asteróide, a atividade dos vulcões aumentou, o nível de oxigênio nos oceanos foi modificado e o clima se alterou bastante. E foram esses eventos que provocaram a morte de muitos dos seres vivos que habitavam a Terra.

Para você ter uma idéia, saiba que 90% das espécies marinhas e 70% das espécies de vertebrados terrestres que existiam na época simplesmente desapareceram! Isso tudo aconteceu em um intervalo de tempo que pode parecer longo, mas que os cientistas consideram extremamente curto: entre 8 e 100 mil anos. Os dinossauros só passaram a existir na Terra depois dessa extinção em massa.

 A ilustração acima mostra como devem ter sido algumas das espécies que existiam na Terra durante o período Permiano.

Já era sabido que uma grande extinção devia ter acontecido ao final do Permiano, porque os fósseis dos animais que povoaram a Terra durante esse período deixam de exisitir após a marca de 250 milhões de anos atrás. No entanto, só agora os cientistas podem dizer que a extinção deve ter sido causada pela queda de um cometa ou asteróide na Terra. Mas como é possível afirmar isso?

Alguns pesquisadores encontraram em rochas sedimentares que datam do fim do período Permiano algumas moléculas complexas chamadas fulerenos. Após analisá-las, os cientistas descobriram que havia dentro delas alguns átomos do elemento hélio que são extremamente raros na Terra. Como esses átomos existem em abundância no espaço, eles concluíram que eles devem ter sido trazidos ao nosso planeta por um corpo celeste - no caso, um cometa ou asteróide que teria provocado a morte de tantas espécies.

As rochas que os cientistas analisaram foram encontradas em três países: Japão, China e Hungria. Mas ninguém sabe dizer onde deve ter caído o cometa ou asteróide há 250 milhões de anos, pois naquela época, só existia um enorme continente na Terra conhecido como Pangea.

Bernardo Esteves Instituto Ciência Hoje/RJ.