sexta-feira, 26 de agosto de 2011

mais informações nos sites

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/caracteristicas/extincao-dos-dinossauros-3.php

http://chc.cienciahoje.uol.com.br/noticias/arqueologia-e-paleontologia/megadinossauro-brasileiro?searchterm=morte+dos+dino




Terreno em erosão com o registro da passagem do Cretáceo para o Terciário.
A extinção K-T ou evento K-T foi uma extinção em massa ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretáceo (K) e o início do período Terciário (T). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. O registo estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies que foram extintas coincide com um nível rico em irídio (o nível K-T), um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extra-terrestres ou a fenômenos vulcânicos. Há várias teorias para explicar a extinção K-T, mas a mais aceita até então é a que justifica a catástrofe como resultado da queda de um asteróide.

IMPACTO NA BIODIVERSIDADE


O tarbossauro foi um dos gêneros que se extinguiram no evento K-T.
A extinção K-T, apesar de não ser a maior extinção em massa do registo geológico, é a mais conhecida devido ao desaparecimento dos dinossauros. Este evento vitimou cerca de 26% das famílias existentes, tanto de organismos terrestres como marinhos que desapareceram ao mesmo tempo. Os grupos mais afectados foram os répteis e os moluscos. Segue-se uma lista dos grupos que se extinguiram no final do Cretáceo:
Dinossauros: foram as vítimas mais conhecidas desta extinção; todo o grupo desapareceu da Terra. Plesiossauros: répteis pré-históricos marinhos; grupo eliminado; Pterossauros: répteis pré-históricos voadores; grupo eliminado; Mosassauros: répteis escamados marinhos; grupo eliminado; Extinção: extintas as ordens Enantiornithes e Hesperornithiformes; o grupo sobrevive até os dias de hoje como os únicos descendentes diretos dos dinossauros. Entretanto a longa escala de evolução que ocorreu nos últimos milhões de anos apagou a maior parte das semelhanças que deveriam existir entre as Extinção atuais e os dinossauros; Rudistas: molusco bivalves construtores de recifes; grupo eliminado; Amonites: cefalópodes de concha espiralada; grupo desaparecido; Belemnites: cefalópodes com rostrum em forma de bala; grupo desaparecido.
Para além destes grupos, desapareceram também muitas famílias de foraminíferos, equinodermes, corais e esponjas. Mas a extinção de animais e vegetais não foi o único impacto deste evento na biodiversidade. Os desaparecimentos possibilitaram a radiação adaptativa dos grupos que sobreviveram nos nichos ecológicos que ficaram vagos. O melhor exemplo deste fenómeno foi a explosão de diversidade dos mamíferos, que até então eram animais de pequeno porte, solitários e noturnos.

TEORIAS

Existem muitas teorias que tentam explicar a extinção ocorrida há mais ou menos 65 milhões de anos, mas nenhuma foi, até hoje, totalmente comprovada.

IMPACTO COM ASTERÓIDE


É provável que o choque de um asteróide com a Terra tenha sido responsável pela Extinção K-T há 65 milhões de anos
O físico estado-unidense Luis Walter Alvarez foi o primeiro a propôr que os dinossauros teriam morrido devido a um grande impacto. Essa idéia evoluiu e atualmente a hipótese de que um asteróide tenha caído na Terra desponta como a melhor teoria para explicar o fim dos dinossauros. O primeiro indicativo de que essa teoria estaria correta surgiu em 1978 com a descoberta de uma fina camada de irídio nas rochas que se formaram no fim do período Cretáceo. O irídio é um elemento raro encontrado com freqüência em asteróides e cometas. O segundo indicativo a favor dessa teoria veio com a descoberta de uma enorme cratera soterrada em Chicxulub, México, medindo cerca de 180 quilômetros de diâmetro. Ao que tudo indica, o asteróide que caiu no México tinha mais de 10 quilômetros de diâmetro e o impacto dele com a Terra liberou energia equivalente ao de 5 bilhões de bombas atômicas como a usada sobre Hiroshima em 1945. Um impacto dessas dimensões teria erguido poeira e terra suficientes para tapar a luz do Sol durante anos, matando assim a maior parte das espécies vegetais que necessitam fazer fotossíntese para sobreviver. Sem os vegetais os dinossauros herbívoros acabaram morrendo de fome e sem estes para se alimentar, os carnívoros morreram também. Essa reação em cadeia teria causado a extinção total dos dinossauros.
Embora bastante consistente, a teoria da queda de um asteróide na Terra há 65 milhões de anos pode não estar correta. Pesquisas recentes demonstraram que o asteróide que supostamente teria matado os dinossauros caiu 300 mil anos antes do grande extermínio.
Também existe a possibilidade de que milhares de anos depois da queda do asteróide na América do Norte outro asteróide tenha se chocado com o planeta, mas dessa vez o impacto teria sido no oceano e, por isso, os seus vestígios ainda não foram encontrados. Dependendo do tamanho desse suposto segundo asteróide, o impacto no oceano teria causado imensas tsunamis que teriam varrido a costa de vários continentes e concluído com o extermínio dos dinossauros.
Em 1987 foi encontrada uma cratera submarina conhecida como cratera da Nova Escócia. É completamente improvável que exista uma relação entre esta cratera e o desaparecimento dos dinossauros, mas a descoberta serviu para motivar alguns cientistas a acreditar na hipótese de que dois asteróides tenham se chocado com a Terra e não apenas um.

QUEDA DE COMETA (NÃO ASTERÓIDE)


Região da Sibéria atingida por um cometa em 1908
Se o que matou os dinossauros foi uma rocha vinda do espaço isso não significa que tenha sido um asteróide pesado e massivo. Na verdade, pode ter sido uma chuva de cometas. Essa possibilidade é decorrente da ausência de uma cratera proveniente de um impacto no exato momento em que os dinossauros teriam sido extintos. De fato, as crateras já encontradas são datadas de muitos milhares de anos antes da extinção dos dinossauros, o que leva a crer que o que matou os dinossauros (ou pelo menos, o que finalizou o extermínio dos mesmos) não formou uma cratera. Se foi um cometa e não um asteróide, existe uma grande possibilidade de este ter explodido violentamente na atmosfera antes de tocar no chão. Essa explosão é suficiente para causar um grande estrago, dependendo diretamente do tamanho e da composição do cometa. No entanto, esse tipo de fenômeno é muito raro. A última vez que isso teria acontecido foi em 1908, quando 18 quilômetros de floresta foram destruídas na Sibéria, no que ficou conhecido como Evento de Tunguska.
Se um cometa sozinho é capaz de destruir uma floresta inteira, é provável que uma imensa chuva desses cometas tenha sido capaz de varrer o mundo inteiro, causando uma devastação equivalente àquela que matou os dinossauros. A presença de irídio nas rochas do fim do Cretáceo é facilmente explicada por essa teoria. Levanta-se, então, a questão da causa de tal chuva de cometas e de onde vieram esses objetos, já que grandes cometas são relativamente raros e solitários no Sistema Solar. Em todo o espaço ao redor do Sol, uma tal concentração de cometas ocorre apenas na Nuvem de Oort - uma região muito afastada do Sistema Solar e com pouca interação com a gravidade da nossa estrela ou dos demais planetas conhecidos. Nenhum fenômeno ou corpo celeste conhecido atualmente poderia ter arremessado tantos milhões de cometas da Nuvem de Oort contra o interior do Sistema Solar (onde a Terra e os demais planetas estão situados), entretanto, existem três teorias paralelas que poderiam explicar isso:
O Sol pode ter uma escura e pequena estrela companheira ainda não detectada, chamada Nêmesis, e que o circunda num período de muitos milhões de anos. Em algum momento, ao longo de sua órbita, a estrela passaria pela Nuvem de Oort enviando, através da ação de seu campo gravitacional, bilhões de cometas para o Sistema Solar, muitos milhões dos quais acabariam atingindo a Terra. No entanto, é muito improvável que o Sol tenha uma estrela companheira ainda não detectada, por mais escura e pequena que seja. Existindo, algum vestígio dela já deveria ter sido encontrado.
Outra possibilidade semelhante é a existência de um grande planeta muito distante e ainda não detectado, denominado Planeta X, cuja órbita passaria por baixo e por cima da Nuvem de Oort a cada muitos milhares de anos (caracterizando uma órbita variante). Em algum momento, estas variações na órbita teriam feito o planeta atrExtinçãosar a Nuvem de Oort, arremessando bilhões de cometas para o Sistema Solar, muitos (talvez milhões) dos quais poderiam atingir a Terra. A existência desse planeta, entretanto, ainda não foi comprovada.
A hipótese mais provável é a de que cometas apareçam em imensa quantidade no Sistema Solar quando o Sol, em seu percurso ondulante ao redor do centro galáctico, atrExtinçãosa o mediano da Via Láctea, a região que marca a linha reta em relação ao centro. Isso ocorre a cada 33 milhões de anos e pode trazer problemas. Segundo os cientistas, o mediano é cheio de estrelas, asteróides, cometas e poeira interestelar.
Como é possível observar, o maior problema da teoria que acusa os cometas como os responsáveis pelo extermínio dos dinossauros é que ela depende da veracidade de outras teorias menores como base, e a veracidade das mesmas ainda não foi comprovada.

ERUPÇÕES VULCÂNICAS

Uma outra teoria consistente é a de que grandes erupções vulcânicas tenham ocorrido há 65 milhões de anos e tenham durado por milhares de anos. Nesse tempo, mares de lava basáltica teriam sido expelidos através da crosta terrestre na faixa de terra que forma hoje o planalto de Deccan, no centro da Índia. As erupções teriam liberado gases e poeira suficientes para envenenar toda a atmosfera, impedindo que a luz do Sol alcançasse a superfície do planeta. Essa catástrofe natural teria causado um estrago semelhante ao de um asteróide, sendo que a extinção das espécies ocorreria na mesma ordem da cadeia alimentar: primeiro, morrem os vegetais, que sem a luz do Sol não conseguem realizar fotossíntese, depois, os dinossauros herbívoros que se alimentavam dos vegetais e, em seqüência, os dinossauros carnívoros que se alimentavam dos dinossauros herbívoros.
Essa teoria também é fruto da descoberta de irídio em rochas do fim do período Cretáceo já que no interior da Terra o irídio está presente em pequenas quantidades e normalmente não sobe à superfície a menos que ocorram erupções vulcânicas.

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS


Violentas mudanças climáticas poderiam ter sido responsáveis pelas extinções em massa ocorridas há 65 milhões de anos
Outra teoria divergente propõe que violentas mudanças no clima, durante as quais houve uma queda acentuada na temperatura global, teriam causado a inundação de longas áreas de terra e a morte súbita de espécies vegetais sensíveis a essas mudanças climáticas. Com estas inundações, centenas de espécies tiveram que migrar para novas áreas que, provavelmente, não comportavam condições para a sua sobrevivência. Muitos dinossauros nem sequer puderam migrar, pois, os campos onde viviam foram alagados por completo, por todos os lados. A maior parte da vida vegetal foi gravemente afetada, levando os dinossauros que conseguiram escapar das áreas inundadas a morrer por falta de comida.
Essa teoria generaliza demais os aspectos da extinção K-T e por isso não tem sido muito aceite. Não se pode comprovar que tantas espécies vegetais morreriam devido a uma mudança no clima e, mesmo que a maioria morresse, acredita-se que algumas espécies pudessem sobreviver e continuar servindo de alimento para alguns dinossauros herbívoros que não teriam morrido com as alterações no clima, já que muitos viviam em regiões altas que não foram alagadas. Outro facto importante é que muitos dinossauros eram grandes o suficiente para se proteger do frio e até mesmo do calor, se fosse o caso.

DUAS CATÁSTROFES DISTINTAS

A descoberta de que a extinção dos dinossauros teria ocorrido milhares de anos após a queda do asteróide obrigou, contudo, a reconsiderar todas as teorias alternativas anteriormente propostas.
Surge então uma nova hipótese, atualmente muito mais aceita do que as demais, segundo a qual o asteróide não teria, só por si, levado ao desaparecimento dos dinossauros, mas teria agido em conjugação com outro fenómeno distinto, cuja acção se manifestou apenas milhares de anos mais tarde. De facto, é muito provável que após a queda do asteróide, alterações climáticas significativas que se teriam verificado tenham concorrido para o desaparecimento das restantes espécies animais e vegetais. Esta "nova" hipótese explicativa corresponde de facto à "união" de outras duas teorias pré-existentes.

OUTRAS TEORIAS

Dentre as teorias que não acusam fenômenos naturais como uma causa para o fim dos dinossauros a mais provável é a de que pequenos mamíferos onívoros (omnívoros) teriam surgido no fim do período Cretáceo e se proliferado rapidamente, como uma praga de gafanhotos. Tais mamíferos se alimentariam de ovos de dinossauro, vegetais, frutas e pequenos lagartos. À medida que esses pequenos animais iam se proliferando e comendo mais ovos e mais vegetais, o crescimento de sua população acelerava, começando uma devastação sem precedentes. Se isso de fato ocorreu, a multiplicação dessa espécie teria que ter sido suficientemente rápida para suprir qualquer forma de defesa evolutiva dos dinossauros ou dos vegetais do fim do Cretáceo. Esses pequenos mamíferos teriam consumido florestas e espécies inteiras de vegetais tirando dos dinossauros herbívoros boa parte do seu alimento. Como eram onívoros, ao comerem pequenos animais e ovos de dinossauro, teriam terminado por exterminar boa parte das formas de vida daquela época.
Essa teoria não foi muito assimilada porque alguns continentes estavam separados por oceanos. Não havia, contudo, meio de atrExtinçãosarem o mar para se proliferar por todas as regiões do globo, a menos que voassem, mas nesse caso teriam de ser Extinção e não mamíferos. Outro detalhe importante é que não foram encontrados esqueletos fósseis destes animais. Mesmo que fossem muito pequenos para que seus ossos resistissem até hoje, já teriam sido encontrados vestígios alternativos de uma superpopulação de mamíferos no fim do Cretáceo. Uma vez que não se encontram fósseis, não se pode provar que tenham existido. É reconhecido que as espécies mamíferas daquele tempo que já se conhecem não teriam capacidade para exterminar os dinossauros.
Outra teoria menos provável que as anteriores propõe que uma estrela próxima teria explodido e liberado feixes mortais de raios-X que teriam atingido a Terra. Só que essa teoria tem um problema: se feixes de raio-X atingissem o planeta nessa proporção não teríamos "apenas" 2/3 da vida na Terra extinta mas muito mais, quem sabe 3/4 ou 4/5. Além disso, em décadas de pesquisas espaciais não foram encontrados vestígios de nenhuma estrela próxima que tenha explodido há mais ou menos 65 milhões de anos e, mesmo que se encontre, isso não significa que tenha "bombardeado" a Terra com feixes mortais de raios-X.

TEORIAS OBSOLETAS

Outras cinco teorias muito estudadas há décadas atrás são atualmente consideradas obsoletas:
Uma das teorias menos prováveis é a que propõe que houve um enorme desequilíbrio entre espécies carnívoras e herbívoras, de modo que a ação predatória dos carnívoros tenha exterminado os herbívoros lentamente. No fim, os carnívoros acabaram morrendo de fome pois não havia mais herbívoros que lhes servissem de alimento. É muito difícil acreditar que os carnívoros tenham comido todos os herbívoros a uma escala global, além de que não há indícios desse desequilíbrio entre populações.
A teoria menos provável entre as cinco aqui apresentadas é a de que ocorreu uma superpopulação de dinossauros que, pela sua multiplicação, tornariam os recursos cada vez mais escassos. Teria chegado um momento em que a população era tão grande que a competição e os níveis de pressão dos bandos não permitiam que os dinossauros se reproduzissem ou cuidassem de seus filhotes. Não há prova alguma de que houve uma superpopulação de dinossauros no fim do período Cretáceo. Mesmo se assim fosse, a teoria não é considerada consistente.
Uma outra teoria sugere que a evolução dos dinossauros acabou "produzindo" criaturas desajeitadas demais e muito vulneráveis aos perigos do meio. Essa teoria tem como base o surgimento de dinossauros com cabeças enormes e golas no pescoço no fim do período Cretáceo. Entretanto, os cientistas provaram que essas características tinham a sua utilidade, não tornando o dinossauro mais vulnerável aos perigos. O tiranossauro rex, por exemplo, possuía uma cabeça enorme, o que talvez lhe dificultasse a locomoção, mas isso permitia que engolisse grandes quantidades de carne de uma só vez e matasse suas vítimas com uma só mordida. Há ainda uma hipótese de que, por um processo de evolução, os vegetais tenham se tornado venenosos ou tenham perdido as substâncias necessárias para a alimentação dos dinossauros herbívoros que acabariam morrendo de fome ou morrendo envenenados. Essa teoria foi derrubada pelos estudos mais recentes sobre a co-evolução das plantas e dos dinossauros herbívoros. Está comprovado realmente que as plantas não ficaram venenosas nem perderam quaisquer substâncias nutritivas. A última das teorias consideradas obsoletas poderia até ser considerada verdadeira se os continentes não estivessem separados por oceanos. Propõe-se que uma epidemia mundial tenha extinguido todas as espécies de dinossauros. É, no entanto, pouco provável que uma só doença matasse tantas espécies diferentes. De fato, se houve uma epidemia que matou todos os tricerátopos não significa que ela tenha atingido também os paquicefalossauros ou outros. De qualquer forma, essa teoria não explicaria o desaparecimento conjunto de espécies vegetais e outros animais. Além disso, para se espalhar por todo o mundo, o vírus ou a bactéria causador da doença precisaria atrExtinçãosar o oceano para poder infectar mais animais, o que seria extremamente difícil de acontecer.

RELAÇÃO COM UFOLOGIA

A extinção dos dinosssauros tem uma vaga relação com a ufologia. Alguns ufólogos e cientistas dizem que o extermínio dos dinossauros teria sido causado por uma civilização extraterrestre hostil interessada nos abundantes recursos do nosso planeta. Essa teoria poderia até explicar a presença de irídio nas rochas formadas no fim do Cretáceo, já que esse elemento é mais freqüentemente encontrado no espaço exterior. No entanto, ainda não se provou a existência de extraterrestres, pelo que a ciência não se pode pronunciar sobre tal hipótese.

FICÇÃO CIENTÍFICA E CINEMA

O cinema e a ficção científica desde sempre que se interessaram por temas de difícil explicação. No caso da extinção ocorrida no fim do Cretáceo, podemos referir filmes como Armageddon e Impacto Profundo que apresentam como certa a teoria da queda de um asteróide - a mais provável de todas, como visto anteriormente.
Há ainda alguns filmes de fantasia que fazem referência ao fim dos dinossauros. Um bom exemplo disso é o filme Reino de Fogo que conta a história de uma espécie de dragão pré-histórico que teria se multiplicado aos milhões no fim do Cretáceo, queimando florestas e continentes inteiros em busca de alimento. Quando, finalmente, as espécies animais e vegetais se extingüiram, os dragões ficaram sem alimento, passando a comerem uns aos outros até que uns poucos, restantes, adormecessem em cavernas subterrâneas aguardando que o planeta fosse repovoado para que voltassem a se alimentar. O filme não propõe, de fato, uma teoria (nem essa é a função de um filme de ficção), até porque a existência de dragões na pré-história continua sendo ficção, mas a possibilidade de uma espécie ainda desconhecida ter exterminado boa parte da vida na Terra há 65 milhões de anos atrás é uma teoria relativamente consistente.
Fonte: pt.wikipedia.org

Dinossauros e os Processos de Extinção em Massa

A ligação entre os dinossauros e a Astronomia existe quando falamos dos processos de extinção em massa que já ocorreram tantas vezes no nosso planeta. Durante a existência da Terra vários fenômenos têm provocado ciclos de extinção da vida e violentas transformações no nosso planeta. Os geólogos e geofísicos que estudam estes fenômenos têm proposto várias teorias para explicar o que deve ter acontecido. Algumas envolvem processos catastróficos ocorridos no cenário da Astronomia. Asteróides colidindo com a Terra: Meteoritos
Existem alguns asteróides que têm órbitas situadas fora do cinturão de asteróides. Alguns têm órbitas que cruzam a órbita da Terra e alguns acabam penetrando na nossa atmosfera, quando são chamados de meteoros, entrando em combustão devido à fricção com a atmosfera terrestre e sendo destruídos antes que causem algum tipo de catástrofe. No entanto, alguns conseguem colidir com a superfície da Terra. Um grande asteróide poderia sobreviver a este atrito através da atmosfera e colidir com a superfície do nosso planeta. Quando isto acontece, chamamos este objeto de meteorito. O resultado desta colisão varia de acordo com o tamanho do objeto que cai. Muitos simplesmente passam despercebidos. Outros são capazes de criar enormes crateras de impactos. Conhecemos várias destas crateras na superfície da Terra.

O que aconteceu?

Há 65 milhões de anos atrás, no final do período Cretáceo, uma grande parte das famílias de plantas e animais foram, subitamente, extintos na Terra. O que aconteceu? Hoje, paleontólogos realizam escavações que comprovam que um processo repentino destruiu grande parte da vida na Terra. Algo aconteceu de modo súbito. Não foi apenas um fato isolado que determinou que grandes espécies de animais e de plantes terminassem abruptamente o seu ciclo de vida. Foi o fato e todas as conseqüências geradas por ele que determinaram a extinção de todos os animais terrestres com mais de 25 quilogramas, bem como vários outros organismos menores. Esta extinção das espécies é conhecida como extinção Cretáceo-Terciário ou Extinção K-T. Por que K-T? A letra "K" é a inicial da palavra alemã "Kreide" que significa "giz", e descreve a camada sedimentária de calcáreo proveniente daquela época, enquanto que a letra "T" representa "terciário", o período geológico seguinte. A extinção K-T eliminou os dinossauros, pterossauros, plessiossauros, mossassauros, algumas famílias de pássaros e mamíferos marsupiais, mais da metade dos grupos de planctons, várias famílias de peixes, esponjas, etc. Mas afinal, o que pode ter causado uma devastação tão grande? Uma das teorias propostas está intimamente ligada à Astronomia.

A Teoria de Alvarez do Impacto do Asteróide

Existem várias teorias sobre porque a extinção K-T ocorreu. Uma delas, amplamente aceita, foi proposta, em 1980, pelo físico Luis Alvarez, da University of California, Berkeley, e seu filho, o geólogo Walter Alvarez. Em 1980 Alvarez encontrou uma camada de irídio em sedimentos que datavam da época do final da extinção doCretáceo.
A fotografia, obtida por Walter Alvarez, mostra um estrato nos montes Apeninos, na Itália, em que podemos ver a camada de irídio. Ela é a faixa de cor escura que está no centro da imagem. O seu tamanho é bastante estreito, como pode ser visto a partir da comparação com a moeda de 1/4 de dólar que foi colocada sobre ela. O fato notável é que a faixa de irídio está situada entre uma placa de pedra calcárea branca, situada abaixo dela, e que provém da era Mesozoica e a faixa de pedra calcárea acinzentada, acima da camada de irídio, que provém do início da era Cenozóica. O irídio é raro na Terra mas existe concentrado em meteoros e cometas. Isto levou Alvarez a propor uma teoria onde um enorme meteorito, com um diâmetro possível entre 6 a 15 km, teria colidido com a Terra há cerca de 65 milhões de anos atrás. O irídio encontrado seria resíduo deste asteróide.

Uma terrível sequência de eventos

Vejamos o que aconteceu naquele fatídico dia.
Um asteróide com um diâmetro entre 6 e 15 km se aproxima da Terra. Infelizmente nosso planeta estava no caminho e naquela época não havia diretores de cinema de "hollywood" para destruir o invasor. O impacto é inevitável. Por se tratar de um asteróide que está na rota da Terra ele passa a ser designado de meteoróide. Não que isto faça qualquer diferença para o planeta, mas é desta forma que a Astronomia classifica estes objetos.
O meteoróide entra na atmosfera da Terra e, para a Astronomia, passa a ser um meteoro. Sua velocidade é enorme, provocando um gigantesco deslocamento de ar e violento estrondo sônico. Ele está completamente incandescente devido ao atrito com as móleculas do ar. Ao deslocar-se pela atmosfera o meteoro espalha resíduos incandescentes durante toda a sua trajetória.
Sua passagem pela atmosfera é muito rápida. Logo ele colide com a superfície da Terra. Para a Astronomia ele passa a ser um meteorito. Para a vida que existe na Terra, ele passa a ser uma catástrofe. O impacto é enorme. Ele penetra na crosta da Terra e o impacto da colisão produz uma enorme onda sísmica que varre todo o planeta. Poeira e fragmentos de espalhamento são lançados na atmosfera. Os resíduos incandescentes do meteorito e o superaquecimento do ar na região provocam enormes incêndios. Uma violentíssima onda de choque varre a superfície do planeta como se ele estivesse sofrendo a explosão simultânea de várias bombas nucleares. O calor gerado pelo impacto é transportado por esta onda explosiva e incinera todas as formas de vida que estiverem no seu caminho. O deslocamento de ar provoca enormes tempestades com ventos supersônicos destruindo tudo a seu alcance. Quando a queda ocorre no mar, enormes tsunamis, ondas com quilômetros de altura, varrem os oceanos.
A colisão provoca uma grande onda sísmica que percorre o interior do planeta. Seus reflexos são sentidos no lado oposto àquele onde houve a colisão. Estas ondas dão origem a erupções vulcânicas por todo o planeta. Enormes quantidades de fuligem e matéria vulcânica são lançados na atmosfera. O planeta se transforma em um caos. O material vulcânico, principalmente enxofre, lançado na atmosfera provoca mudanças químicas nesta. Há uma crescente concentração de ácido sulfúrico, ácido nítrico e compostos de fluoretos.
A poeira e os resíduos lançados na atmosfera permanecem em suspensão por bastante tempo. O enxofre ao reagir com elementos da atmosfera e produzir ácido sulfúrico, cria um névoa densa que se espalha por todo o planeta. Esta névoa bloqueia a luz do Sol por meses seguidos. Há uma queda abrupta, em cerca de 10 a 17o C, da temperatura em todo o planeta.
Os organismos que não conseguem se adaptar às súbitas mudanças de luminosidade e temperatura logo morrem. Como a energia das plantas é proveniente do Sol elas são as primeiras a serem afetadas pelas mudanças no clima. Várias famílias de fitoplanctons e plantas são logo são exterminadas e, conseqüentemente, os níveis de oxigênio na Terra diminuem, dramaticamente. Os organismos que são incapazes de lidar com estes níveis baixos de oxigênio são sufocados e morrem. A cadeia alimentar sofre severas consequências. As plantas são as primeiras a desaparecer e os animais herbívoros que se alimentavam delas logo morrem de fome. No topo da cadeia alimentar os animais carnívoros, tendo perdido suas presas, passam a se devorar e, finalmente, morrem. Suas enormes carcassas forneceram alimento durante algum tempo para os animais menores.
Este quadro dramático deve durar bastante tempo. O suficiente para que as espécies existentes desapareçam.

Em que lugar o meteorito caiu?

Existem várias crateras de impacto sobre a superfície da Terra. No entanto, o impacto ocorrido a 65 milhões de anos e que deu origem a esta grande tragédia deveria ser uma cratera muito especial. Embora tenha havido grande procura, nada havia sobre a superfície da Terra que justificasse um impacto desta ordem. Finalmente ela foi encontrada, sob a superfície do mar. Esta cratera, chamada Chicxulub, está na ponta da península de Yucatán, no Golfo do México. Ela tem 180 km de largura e 1600 metros de profundidade. Os estudos feitos no local datam esta cratera em 65 milhões de anos, o que coincide com o período de extinção em massa que estamos comentando. Grandes quantidades de enxofre foram encontradas no solo de Chicxulub dando crédito à hipótese de que o ácido sulfúrico disperso na atmosfera ocasionou chuvas ácidas naquele local. Além disso, por toda a região do Golfo do México há indícios de tsunamis do período K-T.

Existiram outras extinções em massa na história do nosso planeta?

Conhecemos hoje pelo menos 10 eventos de extinção em massa no nosso planeta. Vamos listar os 5 maiores eventos:
Final do período Ordoviciano: há, aproximadamente, 435 milhões de anos atrás
Perto do final do período Devoniano: há, aproximadamente, 357 milhões de anos atrás
Final do período Permiano: há 250 milhões de anos atrás.

Existem duas hipótese para esta extinção:

Acredita-se que esta extinção em massa está associada a enormes erupções vulcânicas que teriam ocorrido na região que hoje conhecemos como Sibéria. Estas erupções teriam durado cerca de 800000 anos, o que é um período bastante pequeno dentro dos padrões de tempo geológicos. As erupções lançaram poeira e partículas em suspensão na atmosfera que bloquearam a luz solar, causando um esfriamento global. Como conseqüência da queda de temperatura a água do mar ficou aprisionada como gelo nas calotas polares. O nível dos oceanos e mares interiores baixou significantemente, eliminando ou modificando os habitats marítimos.
Outra possibilidade é que uma supernova tenha explodido muito próxima ao Sistema Solar, banhando a Terra com a sua radiação e provocando a destruição da camada de ozônio que a protege. Isto seria suficiente para eliminar a vida sobre a Terra.
Perto do final do período Triássico: há198 milhões de anos atrás
Final do período Cretáceo: há 65 milhões de anos atrás
Perto do final do período Eocenico: há, aproximadamente, 54 milhões de anos
Embora nos choque a extinção dos dinossauros no evento do período Cretáceo esta não foi a pior devastação sofrida pelo nosso planeta. A mais devastadora de todas as extinções em massa foi aquela que ocorreu durante o período Permiano, quando acreditamos que 95% das espécies marinhas e 8 das 27 ordens de insetos que existiam foram dizimadas. A extinção do período Cretáceo é a melhor conhecida e nela os dinossauros, vários outros animais e plantas e até cerca de 75% de todas as espécies marinhas foram extintas.

Existem outras hipótese sobre a extinção em massa no período Cretáceo ou a queda de um asteróide é a única explicação plausível?

Há, na verdade uma outra hipótese. Embora o cenário geral da extinção em massa seja o mesmo existe a possibilidade de que a causa possa ser outra. Uma possibilidade é que os responsáveis sejam as imensas erupções vulcânicas que criaram os fluxos de lava do chamado "Decan Traps" na região que hoje é conhecida como a Índia. Uma outra possibilidade é que tenha havido a queda do meteorito e que as ondas de choque provenientes deste impacto tenham se propagado através da Terra e convergido no antípodo, sacudindo a crosta do planeta e iniciando os eventos vulcânicos. A diferença é que na teoria de Alvarez um grande meteorito provoca a catástrofe e os outros fatos são coadjuvantes à queda deste corpo celeste. Nesta outra teoria o impacto do meteorito é o coadjuvante, servindo apenas para disparar a seqüência de eventos que serão, eles sim, os fatores principais no processo de exclusão da vida. Neste segundo caso, a queda do meteorito poderia até ser um acidente local mas certas condições especiais da queda é que disparam o processo de erupção vulcânica que elimina a vida do planeta.
Fonte: www.on.br
Extinção dos Dinossauros
No final do Cretácio, à 65 milhões de anos, não só desapareceram os dinossauros completamente, mas também repteis voadores como por exemplo os pterosauros, e os repteis marinhos ichthyosauros e plesiosauros. De facto, entre 60 a 80 % dos animais de todas as espécies, incluindo muitas formas marinhas desapareceram. Muitas tartarugas, crodolilos e pássaros primitivos também desapareceram mas alguns sobreviveram para aparecer nas formas modernas.
Existem numerosas teorias sobre a extinção dos dinossauros. Mas durante os anos de 1980 uma forte evidência foi obtida para apoiar a ideia originalmente proposta por Luís Alvarez, que uma catástrofe global, causada por um impacto de um asteroid, cometa ou meteorito foi a responsável. Enormes quantidades de poeiras foram projectadas para a atmosfera, fazendo com que a Terra arrefecesse e escurecesse e que os animais de sangue frio como os dinossauros não pudessem sobreviver.
Suportando a teoria do impacto, cerca de 150 foram descobertas na terra. Uma das mais espectaculares é a Cratera Barringer no Deserto do Arizona, Estados Unidos da América.
A Cratera Barringer foi formada á cerca de 30,000 anos atrás( muito nova para ter a haver com a extinção dos dinossauros). Ela tem 7/10 milhas e 560 pés de profundidade, e foi causada por um meteorito de ferro com 200 pés de diâmetro, pesando um milhão de toneladas, deve ter atingido a Terra a uma velocidade de 30,000 milhas por hora e originou uma quantidade de energia equivalente ao engenho nuclear mais poderoso. Mas ela é pequena comparada com algumas velhas crateras.
O impacto responsável pela extinção dos dinossauros deve ter produzido uma cratera com pelo menos 100 milhas de diámetro. O Planeta inteiro mostra 3mm de espessura de rocha no nível apropriado( exactamente a fronteira entre o Cretácio e o Terciário), contendo muitas evidências do impacto:
Uma elevada concentração do elemento Iridium, que é raro nas rochas terrestres mas comun nos meteoritos. " Grãos de de quartzo, marcas coloridas são indicadores de um impacto violento. Aminoácidos raros são prova da origem extraterrestre.
Na América do Norte os 3 mm de camada fica abaixo cerca de 2cm de espessura, e é 46cm mais espessa em lugares perto do Haiti e Cuba, sugerindo que o impacto se sitou no Mar das Caraíbas. Esta camada contém muito vidro, mm e cm em diâmetro, que foi provávelmente formado durante o impacto. A rocha fundida deve ter sido ejectada, e deve ter regressado á Terra. A composição dessas camadas suderem um impacto no oceano.
Passados poucos anos os geólogos descobriram uma cratera submarina com 200 milhas de diâmetro ( A Cratera Chicxulub) , da idade correcta mas enterrada 2 Km abaixo de sedimentos, ao largo a da Península de Yucatan na América Central. Existem actualmente duas camadas, a última das quais na parte ocidental da América do Norte, sugestionando que existiram dois impactos, possívelmente diferentes partes do cometa que se partiram sob a influência do campo gravitacional do Sol. Foi estimado que depois da colisão que muita poeira foi enviada para atmosfera e que o planeta ficou completamente na escuridão durante um período de 1 a 3 meses. A fraca luz do sol causou a extinção de muitas plantas e animais. Os animais de sangue frio tais como os Dinossauros foram mais afectados do que os animais de sangue quente os mamíferos.
Os geologistas encontraram que a rocha na Cratera Chicxulub é rica em sulfúrio. Eles concluíram que o iumpacto pode ter produzido um nevoeiro de dióxido de sulfurico que pode ter causado a escuridão e chuvas ácidas para mais de uma década.
Durante um grande período de tempo era dificil acreditar nestas espectaculares colisões. Mas as crateras de impacto na maioria dos planetas e na Lua mostram a realidade. E em 1994 um cometa que se tinha partido em 13 pedaços chocou com o Planeta Júpiter. Isto fez com que a possibilidade de um cometa chocar com um planeta seja uma realidade. Contudo , nem toda as pessoas acreditam que este género de catástrofe acaba-se com os dinossauros.
Fonte: prehistoria.freewebpages.org

Megadinossauro brasileiro

Na maior escavação já feita no país, cientistas descobrem um dos últimos dinossauros do Brasil
Por: Cathia Abreu, Instituto Ciência Hoje/RJ.
Publicado em 01/10/2008 | Atualizado em 20/05/2010
Com até 3,5 metros de altura e 20 metros de comprimento, o Uberabatitan ribeiroi é o maior dinossauro já encontrado no Brasil (ilustração: Rodolfo Ribeiro).

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros descobriram, em Uberaba, Minas Gerais, fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que viveu há cerca de 65 milhões de anos: o Uberabatitan ribeiroi. Na maior escavação já feita no Brasil em busca de um animal pré-histórico, com duração de três anos, centenas de ossos foram encontrados, o que ajudou os cientistas a reconstituir a espécie e trazer à tona muitas revelações.

Considerado pelos pesquisadores o elo que faltava para explicar a história de vida na Terra e de como era o território brasileiro há milhões de anos, o Uberabatitan ribeiroi é uma das últimas espécies de dinossauro a habitar o Brasil. “Na época em que ele viveu, a Terra passava por bruscas mudanças ambientais, que conduziram à extinção dos dinossauros”, conta o paleontólogo Ismar de Souza Carvalho, do Departamento de Geologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista no estudo de formas de vida do passado e um dos responsáveis pelas escavações e pela descrição da nova espécie.

Uberabatitan ribeiroi viveu há 65 milhões de anos, em um período marcado por alterações ambientais no planeta que levaram à extinção dos dinossauros (ilustração: Ariel Milani Martine).

O Uberabatitan ribeiroi era um titanossauro: um tipo de dinossauro que deu origem a uma família de gigantes do período Cretáceo, que viveram entre 80 e 65 milhões de anos atrás e foram os maiores dinossauros que habitaram o Brasil. Titanossauros como o Uberabatitan ribeiroi tinham quatro patas e eram herbívoros: com o auxílio de seu longo pescoço, se alimentavam das folhas dos topos das árvores. Eles chegavam a atingir cinco metros de altura, vinte de comprimento e a pesar entre dez e dezesseis toneladas.

Com a palavra, as rochas!

Três esqueletos quase completos do Uberabatitan ribeiroi foram retirados de rochas depositadas em uma montanha de pedras, a 30 quilômetros do centro da cidade de Uberaba. Por meio de análises do solo, descobriu-se o período exato em que o dinossauro viveu, um dos dados mais importantes obtidos pelos pesquisadores.

“É como se as pedras falassem e os cientistas pudessem traduzir o que elas querem nos dizer”, compara Ismar de Souza Carvalho. No caso do Uberabatitan ribeiroi, por exemplo, as rochas forneceram muitas informações. Para você ter uma idéia, elas mostraram que a espécie viveu em um momento de transição, marcado por grandes mudanças na fauna e na flora do Brasil, por grandes inundações, além de longas temporadas de secas e devastação. Acontecimentos que datam de 65 milhões de anos, período em que os continentes da Terra – anteriormente unidos em um imenso bloco chamado Gondwana – se dividiam rapidamente. Por causa dessas mudanças, todo o planeta sofria alterações ambientais, o que acabou causando a morte de muitas espécies, como a do Uberabatitan ribeiroi.

Da rocha ao dinossauro completo

Na escavação do Uberabatitan ribeiroi, centenas de fósseis foram encontrados entre trezentas toneladas de rochas. Mais de trinta e sete ossos originais da espécie foram achados, além de fósseis de outra espécie importante, um dinossauro carnívoro chamado Abelissauro, que pela primeira vez foi registrado no Brasil.

Mas como os cientistas, a partir dos ossos, conseguem saber como era o dinossauro que viveu no passado? Montar esse quebra-cabeça não é tarefa fácil. Por isso, muitas pessoas foram envolvidas. Profissionais de informática, por exemplo, reconstituíram, no computador, os ossos que não foram encontrados, para que, assim, fosse possível saber como era o esqueleto completo do Uberabatitan ribeiroi. Técnicos especializados também fizeram cópias dos ossos originais para montar uma reconstituição do dinossauro, que você pode conferir de perto, caso more no Rio de Janeiro.

Do alto dos seus três metros e meio de altura, o Uberabatitan ribeiroi está exposto até o dia 24 de outubro de 2008 na Casa da Ciência, instituição ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (saiba mais detalhes lendo o quadro a seguir). Depois, segue para o Museu dos Dinossauros, localizado em Peirópolis, Minas Gerais. Seja na Cidade Maravilhosa ou no interior mineiro, não perca a oportunidade de ver esse exemplar fantástico da vida pré-histórica do nosso planeta!

Confira abaixo um vídeo em que os mascotes da revista Ciência Hoje das Crianças apresentam o maior dinossauro brasileiro:

Exposição do Uberabatitan ribeiroi
Casa da Ciência
Rua Lauro Müller, 3, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ.
Tel.: (21) 2542-7494
Aberta de terça a sexta, das 9h às 20h, e domingo, das 10h às 20h.

Cathia Abreu
Instituto Ciência Hoje/RJ.

 

A maior extinção da história da Terra

Há 250 milhões de anos, o choque com um asteróide exterminou diversas espécies!
Por: Bernardo Esteves, Instituto Ciência Hoje/RJ
Publicado em 13/03/2001 | Atualizado em 09/06/2010
Você talvez já tenha ouvido falar que os dinossauros, que por milhares de anos reinaram sobre a Terra, foram extintos provavelmente por causa do choque de um asteróide com a Terra. Isso aconteceu há cerca de 65 milhões de anos. Mas você sabia que, bem antes disso, por volta de 250 milhões de anos atrás, ocorreu uma outra grande extinção que também foi provocada pela queda de um corpo celeste na Terra? O fato aconteceu ao final do período geológico conhecido como Permiano, e é considerado a maior extinção em massa da história de nosso planeta!

A queda de um asteróide afetou o clima da Terra há 250 milhões de anos e provocou a extinção de muitas espécies de animais existentes na época.

Tente imaginar a cena: um grande cometa ou asteróide, com entre seis e doze quilômetros de comprimento, choca-se com a Terra - como sugere a ilustração acima. Mas não pense que esse corpo celeste só exterminou os bichos e plantas que estavam debaixo dele! Devido à queda do cometa ou asteróide, a atividade dos vulcões aumentou, o nível de oxigênio nos oceanos foi modificado e o clima se alterou bastante. E foram esses eventos que provocaram a morte de muitos dos seres vivos que habitavam a Terra.

Para você ter uma idéia, saiba que 90% das espécies marinhas e 70% das espécies de vertebrados terrestres que existiam na época simplesmente desapareceram! Isso tudo aconteceu em um intervalo de tempo que pode parecer longo, mas que os cientistas consideram extremamente curto: entre 8 e 100 mil anos. Os dinossauros só passaram a existir na Terra depois dessa extinção em massa.

 A ilustração acima mostra como devem ter sido algumas das espécies que existiam na Terra durante o período Permiano.

Já era sabido que uma grande extinção devia ter acontecido ao final do Permiano, porque os fósseis dos animais que povoaram a Terra durante esse período deixam de exisitir após a marca de 250 milhões de anos atrás. No entanto, só agora os cientistas podem dizer que a extinção deve ter sido causada pela queda de um cometa ou asteróide na Terra. Mas como é possível afirmar isso?

Alguns pesquisadores encontraram em rochas sedimentares que datam do fim do período Permiano algumas moléculas complexas chamadas fulerenos. Após analisá-las, os cientistas descobriram que havia dentro delas alguns átomos do elemento hélio que são extremamente raros na Terra. Como esses átomos existem em abundância no espaço, eles concluíram que eles devem ter sido trazidos ao nosso planeta por um corpo celeste - no caso, um cometa ou asteróide que teria provocado a morte de tantas espécies.

As rochas que os cientistas analisaram foram encontradas em três países: Japão, China e Hungria. Mas ninguém sabe dizer onde deve ter caído o cometa ou asteróide há 250 milhões de anos, pois naquela época, só existia um enorme continente na Terra conhecido como Pangea.

Bernardo Esteves Instituto Ciência Hoje/RJ.